Ex-diretor da CIA diz que advertiu Moscou sobre interferência em eleição

EUA advertiram Rússia sobre a interferência do país europeu nas eleições norte-americanas; em 4 de agosto de 2016, a CIA alertou a FSB, agência de segurança russa, que tal interferência "poderia afetar os laços entre Rússia e EUA"

EUA advertiram Rússia sobre a interferência do país europeu nas eleições norte-americanas; em 4 de agosto de 2016, a CIA alertou a FSB, agência de segurança russa, que tal interferência "poderia afetar os laços entre Rússia e EUA"
EUA advertiram Rússia sobre a interferência do país europeu nas eleições norte-americanas; em 4 de agosto de 2016, a CIA alertou a FSB, agência de segurança russa, que tal interferência "poderia afetar os laços entre Rússia e EUA" (Foto: Charles Nisz)

Patricia Zengerle e Doina Chiacu, da Reuters 
O ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos John Brennan disse nesta terça-feira que ficou claro no último ano que a Rússia estava tentando interferir na eleição presidencial norte-americana, e que ele avisou o chefe do FSB, o serviço de segurança da Rússia, que essa interferência afetaria os laços do país com os EUA.

"Deve ser claro para todos que a Rússia insolentemente interferiu no processo da nossa eleição presidencial de 2016 e que executaram essas atividades apesar de nossos fortes protestos e avisos explícitos para que não fizessem isso", disse Brennan em depoimento em uma audiência do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

Brennan disse acreditar ter sido a primeira autoridade norte-americana a levantar o assunto da interferência eleitoral com os russos, citando um telefonema que fez no dia 4 de agosto do ano passado com o chefe do FSB, Alexander Bortnikov.

Ele disse ter discutido reportagens publicadas pela mídia sobre tentativas da Rússia de influenciar a eleição com a autoridade russa, que negou qualquer envolvimento de Moscou.

Brennan disse que informou o então presidente Barack Obama e outras importantes autoridades, e que discutiu o assunto com líderes republicanos e democratas do Congresso em agosto e setembro.

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