Japão e EUA dão passos para assinar novo acordo comercial

Os Estados Unidos e o Japão concluíram os principais pontos das negociações de um novo acordo comercial que permitirá o aumento das exportações agrícolas e de carne norte-americanas para o país asiático. O Japão, por sua vez, poderá exportar mais produtos industrializados para os Estados Unidos sem cobrança de tarifas.

(Foto: Reuters)

UOL - Os Estados Unidos e o Japão concluíram os principais pontos das negociações de um novo acordo comercial que permitirá o aumento das exportações agrícolas e de carne norte-americanas para o país asiático. O Japão, por sua vez, poderá exportar mais produtos industrializados para os Estados Unidos sem cobrança de tarifas.

O anúncio foi feito neste domingo (25) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Biarritz, na França, onde participam da cúpula do G7.

Os dois políticos disseram que ainda faltam alguns detalhes para a assinatura do texto final, o que pode acontecer já em setembro, durante a realização, em Nova York, da Assembleia Geral das Nações Unidas.

É um acordo "muito grande", cobrindo os setores da agricultura e e-commerce, disse Trump à imprensa após o encontro com Abe.

"Conseguimos encontrar um consenso" depois de "intensas negociações", confirmou Abe. "Mas ainda temos um pouco de trabalho (...) para finalizar a formulação do acordo", acrescentou.

Donald Trump e Shinzo Abe têm boas relações. Mas o presidente americano já criticou várias vezes "o enorme desequilíbrio comercial bilateral" em benefício do Japão e pediu relações "mais justas". Tóquio e Washington haviam concordado, no final de junho, em acelerar suas discussões.

Os negociadores dos dois países, Toshimitsu Motegi e Robert Lighthizer, concordaram com uma redução nas tarifas de Tóquio sobre a carne bovina e suína americanas, segundo a rede estatal de televisão NHK e vários jornais nacionais.

Por sua parte, os Estados Unidos vão cancelar suas tarifas sobre um grande número de produtos industriais vindos do Japão, excluindo o setor automobilístico, segundo a NHK. Seria uma decepção relativa para Tóquio, que quer evitar absolutamente a imposição de impostos por Washington sobre os carros japoneses importados.

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