247 – As diferentes versões sobre uma possível ligação do caso do financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein com os serviços secretos da Rússia podem ser comentadas o quanto se quiser, mas não de forma séria, afirmou na quinta-feira (5) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Mais cedo, diversas reportagens foram publicadas na mídia apontando supostos indícios de que Epstein teria intermediado acordos de segurança de Israel com a Rússia, Mongólia e Costa do Marfim. As supostas ligações surgiram após o dia 30 de janeiro, quando o vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, anunciou a conclusão da publicação de materiais relacionados ao caso Epstein.
“Tudo, menos sério. Muitas piadas vêm à mente sobre esse tipo de versão”, disse Peskov a jornalistas, ao comentar como o Kremlin poderia reagir a reportagens de meios de comunicação ocidentais, que também divulgaram que os serviços de inteligência russos estariam por trás das atividades de Epstein. A declaração foi divulgada pela agência Sputnik.
Com a divulgação mais recente dos arquivos Epstein, o volume total de dados tornados públicos supera 3,5 milhões de documentos e inclui menções a diversas figuras poderosas, entre elas o presidente dos EUA, Donald Trump, os empresários bilionários Elon Musk e Bill Gates e o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, entre outros.
Os novos documentos liberados pelo governo dos EUA apontam ainda para ligações de Epstein com serviços de inteligência estrangeiros e citam o Mossad, de Israel. De acordo com os documentos, um informante dos EUA alegou que Epstein mantinha uma relação pessoal próxima com o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e que teria sido “treinado como espião sob sua tutela”. A fonte do FBI também atribui ao advogado a declaração de que “se ele [Epstein] fosse jovem novamente estaria portando uma arma como agente do Mossad”.
Em 2019, Epstein foi acusado nos EUA de tráfico sexual de menores e de conspiração para cometer esse crime, enfrentando uma pena superior a 40 anos de prisão. De acordo com a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein manteve encontros sexuais com dezenas de meninas menores de idade, que recebia em suas residências em Nova York e na Flórida, nos EUA. Ele as pagava em dinheiro e, em seguida, incumbia algumas vítimas de recrutar novas garotas. Algumas das vítimas tinham apenas 13 anos. (Com informações da Sputnik).
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