Oposição diz que mais de 250 ficaram feridos em protesto contra Maduro

Líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou que 257 pessoas sofreram ferimentos durante a manifestação de segunda-feira (29) contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, que foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo lançadas por agentes das forças de segurança; Capriles convocou uma nova marcha amanhã (31) até o Ministério de Interior e Justiça para pedir ao titular da pasta que detenha a "repressão" aos protestos

Manifestantes em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela. 11/04/2017 REUTERS/Christian Veron
Manifestantes em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela. 11/04/2017 REUTERS/Christian Veron (Foto: Paulo Emílio)

O líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou que 257 pessoas sofreram ferimentos durante a manifestação de segunda-feira (29) contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, que foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo lançadas por agentes das forças de segurança. As informações são da Agência EFE.

"Temos no dia de hoje 257 feridos", disse Capriles durante uma coletiva de imprensa na qual fez um balanço da manifestação e convocou uma marcha amanhã (31) até o Ministério de Interior e Justiça para pedir ao titular da pasta que detenha a "repressão" aos protestos.

O líder opositor detalhou que só no município de Baruta foram contabilizados 147 feridos, dos quais 46 apresentaram "traumatismos pelo impacto de bombas de gás lacrimogêneo", 25 sofreram asfixia pelos gases, enquanto outros 64 foram feridos com "balas de borracha, bolas de gude, esferas e barras de metal".

Além disso, declarou que o deputado Carlos Paparoni, que ficou ferido na cabeça ao ser derrubado pelo jato de água lançado por um veículo antidistúrbios, apresentou "traumatismo cranioencefálico".

Capriles, duas vezes candidato à presidência da Venezuela, calcula que 62 pessoas já morreram nos protestos contra o governo que começaram no último dia 1º de abril. A procuradoria venezuelana estima que 59 pessoas morreram e mais de mil se feriram em manifestações.

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