247 – O Canadá anunciou nesta quarta-feira (30) que pretende reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia-Geral das Nações Unidas, marcada para o mês de setembro, nos Estados Unidos. É o terceiro país do G7 a ter essa posição sobre o genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza – o grupo reúne algumas das maiores economias em nível global.
Segundo o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, o seu governo trabalha “com outros países para preservar a possibilidade de uma solução de dois Estados, para não permitir que os fatos no terreno, as mortes, os assentamentos e as expropriações cheguem a tal ponto que isso não seja possível”.
O premiê afirmou que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, comprometeu-se a fazer as reformas necessárias para o convívio pacífico na região. As promessas incluem a organização de eleições em 2026, nas quais o Hamas não poderá participar, e a desmilitarização do território palestino.
Além do Canadá, a França e o Reino Unido, outros países do G7, também manifestaram a pretensão de reconhecer um Estado palestino. Ainda não existe uma data marcada para o anúncio público do posicionamento a ser emitido pelos dois países europeus.
De acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, mais de 60 mil palestinos morreram vítimas dos ataques israelenses desde outubro de 2023. No ano seguinte, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu o mandado de prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
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