Reino Unido e UE querem sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU para debater crise em Mianmar

De acordo com o embaixador britânico Julian Braithwaite, trata-se de "uma resposta ao estado de emergência imposto em Mianmar e à detenção arbitrária de políticos eleitos democraticamente e da sociedade civil pelos militares"

Manifestação em Naypyitaw, capital de Myanmar, em 8 de fevereiro de 2021.
Manifestação em Naypyitaw, capital de Myanmar, em 8 de fevereiro de 2021. (Foto: Reuters)
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Agência Sputnik - O enviado do Reino Unido na ONU disse nesta segunda-feira (8) que apresentou um pedido de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para debater a crise em Mianmar.

O embaixador britânico Julian Braithwaite disse em uma reunião do fórum de Genebra que estava fazendo o pedido junto com a União Europeia (UE), segundo noticiou a Reuters.

"Isso é uma resposta ao estado de emergência imposto em Mianmar e à detenção arbitrária de políticos eleitos democraticamente e da sociedade civil pelos militares. Isso tem graves implicações para os direitos humanos no país", disse Braithwaite.

A polícia de Mianmar alertou nesta segunda-feira (8) os manifestantes para se dispersarem ou enfrentar a força, logo após a televisão estatal sinalizar uma ação iminente para abafar as manifestações em massa contra o golpe militar e a prisão da líder eleita Aung San Suu Kyi.

O embaixador do Reino Unido na ONU em Genebra, disse que fez o pedido à UE e que tinha o apoio de mais 19 membros do Conselho de Direitos Humanos da organização.

"A prisão pelos militares de políticos e civis eleitos tem graves implicações para os direitos humanos naquele país", declarou Braithwaite.

Braithwaite observou que Thomas Andrews, investigador da ONU sobre direitos humanos em Mianmar, pediu a convocação de uma sessão especial para mostrar aos cidadãos de Mianmar que "eles não estão sozinhos nesta hora de perigo e necessidade".

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