Venezuela se prepara para eleição convocada para reescrever constituição

O país rico em petróleo, mas envolvido em uma profunda recessão, está há quatro meses sendo tomado por protestos contra Maduro que deixaram mais de 110 pessoas mortas em confrontos com forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água; dos 6.120 candidatos da eleição deste domingo, 30, para uma assembleia constituinte com 545 membros, nenhum é da oposição venezuelana - que está boicotando o processo, por considerá-lo um pleito manipulado para consumar uma ditadura

O país rico em petróleo, mas envolvido em uma profunda recessão, está há quatro meses sendo tomado por protestos contra Maduro que deixaram mais de 110 pessoas mortas em confrontos com forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água; dos 6.120 candidatos da eleição deste domingo, 30, para uma assembleia constituinte com 545 membros, nenhum é da oposição venezuelana - que está boicotando o processo, por considerá-lo um pleito manipulado para consumar uma ditadura
O país rico em petróleo, mas envolvido em uma profunda recessão, está há quatro meses sendo tomado por protestos contra Maduro que deixaram mais de 110 pessoas mortas em confrontos com forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água; dos 6.120 candidatos da eleição deste domingo, 30, para uma assembleia constituinte com 545 membros, nenhum é da oposição venezuelana - que está boicotando o processo, por considerá-lo um pleito manipulado para consumar uma ditadura (Foto: Aquiles Lins)
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CARACAS (Reuters) - Manifestantes venezuelanos bloquearam ruas neste sábado, em um último esforço para atrapalhar a eleição de uma assembleia constituinte agendada para domingo, que adversários do presidente Nicolás Maduro afirmam que dará ao líder socialista ainda mais poder.

O país rico em petróleo, mas envolvido em uma profunda recessão, está há quatro meses sendo tomado por protestos contra Maduro que deixaram mais de 110 pessoas mortas em confrontos com forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água.

"Vamos estender as barricadas até amanhã e todos irão às ruas no domingo para exigir a transformação da Venezuela", disse o congressista de oposição Freddy Guevara, no Twitter.

Os caraquenhos, como são chamados os habitantes da capital Caracas, acordaram em ruas sujas com detritos, onde os manifestantes enfrentaram as forças de segurança durante a semana. Aqueles que são contra o socialismo de Maduro afirmaram que não votarão na eleição de domingo.

"Eu não vou votar amanhã. Vou ficar em casa, ver algumas séries na TV, e me juntar aos protestos, claro", disse Margarita López, assistente médica, à Reuters, próxima a uma barricada. "Pode não fazer nenhum bem, mas nossas vozes precisam ser ouvidas".

O governo baniu protestos entre sexta e terça-feira, mas o notório opositor Henrique Capriles convocou seus seguidores a manter os protestos nas principais estradas do país no próximo domingo.

Dos 6.120 candidatos da eleição de domingo para uma assembleia constituinte com 545 membros, nenhum é da oposição venezuelana - que está boicotando o processo, por considerá-lo um pleito manipulado para consumar uma ditadura.

Críticos afirmam que Maduro está menos interessado em reescrever a constituição, que já fornece poderes generosos para o Executivo, do que em obter os poderes quase absolutos que o novo corpo legislativo pode ter.

A ausência da participação da oposição significa que os candidatos à assembleia são uma mistura de líderes conhecidos do Partido Socialista e ativistas pró-governo. 

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