Comissão de Anistia pauta caso de mulher cearense em busca de reconhecimento de nascimento no exílio

Mariana Ferreira nasceu durante o exílio de seus pais, Ruth Cavalcante e João de Paula Ferreira, ambos líderes estudantis nos anos 1960

Protesto de mulheres contra a ditadura militar
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247 A Comissão Nacional da Anistia, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, inclui na sua pauta de julgamentos do próximo dia 25 um caso que remonta ao período da ditadura militar, envolvendo o Ceará. O processo em questão foi interposto por Mariana Cavalcante Ferreira, uma mulher portadora de Síndrome de Down que busca o reconhecimento formal de seu nascimento. As informações são do Blog do Eliomar.

Mariana nasceu durante o exílio de seus pais, Ruth Cavalcante e João de Paula Ferreira, ambos líderes estudantis nos anos 1960, que foram presos e exilados na Alemanha e Chile. O caso já havia sido colocado em pauta no Governo Bolsonaro, mas na época foi indeferido. Mariana, que teve seu pedido de registro de nascimento negado pelo consulado brasileiro na cidade alemã onde nasceu, agora busca o reconhecimento da sua cidadania e o direito de ser registrada como filha de exilados políticos.

Além do julgamento do caso de Mariana, a Comissão também dedicará parte da sessão de 25 de março para homenagens a ex-presas políticas durante a ditadura militar.

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