Bolsonaro tenta isolar Maia e oferece cargos a partidos

Jair Bolsonaro tenta rachar o chamado "centrão" e isolar o DEM, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ)

Dificuldade de articulação de Jair Bolsonaro com o Congresso ficou ainda mais evidente com a crise do coronavírus
Dificuldade de articulação de Jair Bolsonaro com o Congresso ficou ainda mais evidente com a crise do coronavírus (Foto: Câmara dos Deputados | PR)
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247 - Em dificuldades de articulação e com a popularidade em queda, Jair Bolsonaro tenta rachar o Centrão, oferecendo cargos em troca de votos. O objetivo é rachar o bloco ao isolar o DEM do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), que, segundo o ocupante do Planalto, busca pavimentar terreno promover o seu impeachment.

Desde o mês passado, Bolsonaro começou a se reunir com presidentes e líderes de partidos do grupo batizado como "Centrão raiz", entre os quais PSD, PP, PL, e Republicanos. Mas não convidou o DEM, que também integra o bloco.

Dos integrantes do DEM, ele chamou somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), mas ainda não conseguiu se aproximar do parlamentar, que suspendeu a análise da medida provisória (MP) responsável por instituir o contrato verde e amarelo, atendendo a pedido da oposição. 

Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro fez duras críticas a Maia. "O Brasil não merece a atuação dele na Câmara. Péssima sua atuação. Não estou rompendo com o parlamento, não", acrescentou.

O presidente da Câmara rebateu. "Toda vez que você diverge, como ocorreu em relação ao Ministério da Economia, o governo parte para o ataque. Em vez de fazerem um debate transparente e sério, o ministro (Paulo Guedes) passam informações falsas à sociedade em relação ao que deve ser a crise de estados e municípios nos próximos meses", disse ele à Veja.

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