Cardozo rebate Cunha e diz que mandou investigar vazamentos

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu as críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que o acusou de ter uma "atitude seletiva" por não solicitar investigações quanto ao vazamento de informações sigilosas referentes a ele que estejam sob investigação da Polícia Federal; Cardozo respondeu que a crítica "causa espécie, uma vez que o pedido de apuração foi feito pelo ministro Jacques Wagner ao ministro da Justiça, e a determinação de abertura do inquérito visa a apurar vazamento em que, em tese, o próprio presidente Eduardo Cunha também seria vítima"

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo fala em coletiva sobre a redução da maioridade penal (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo fala em coletiva sobre a redução da maioridade penal (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu as críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que o acusou de não tomar providências quanto aos vazamentos de dados sigilosos da Polícia Federal. Em nota à imprensa, Cardozo disse que determinou a abertura de inquéritos para investigar "todo e qualquer caso em que ocorra a violação do dever legal de sigilo (vazamento ilegal)".

Mais cedo, Cunha divulgou nota pública na qual lamentou o "vazamento seletivo de dados protegidos por sigilo legal e fiscal que deveriam estar sob a guarda de órgão do governo", se referindo às notícias divulgadas ontem de que seu patrimônio evoluiu acima do que seria compatível com sua renda familiar. As reportagens são baseadas em relatório da Receita Federal.

Além disso, foi divulgado na imprensa a troca de mensagens de e-mail entre o ex-presidente da OAS, Leonardo Pinheiro – condenado por envolvimento na Operação Lava Jato – o presidente da Câmara, os ministros da Casa Civil, Jacques Wagner, do Turismo, Henrique Eduardo Alves, e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva.

Cunha acusa o ministro Cardozo de ter uma "atitude seletiva" por não solicitar investigações quanto ao vazamento de informações sigilosas referentes a ele que estejam sob investigação da Polícia Federal. Para o presidente da Câmara, o ministro age diferente quanto os atingidos pelos vazamentos são membros do governo.

Cardozo respondeu que a crítica "causa espécie, uma vez que o pedido de apuração foi feito pelo ministro Jacques Wagner ao ministro da Justiça, e a determinação de abertura do inquérito visa a apurar vazamento em que, em tese, o próprio presidente Eduardo Cunha também seria vítima".

E diz ainda que "caso o presidente da Câmara entenda que ainda existam vazamentos ilegais que exijam a abertura de novos inquéritos, poderá, como o tem feito em vários outros casos, representar ao ministro da Justiça pleiteando a abertura de investigação que julgar devida".

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247