Gilmar Mendes: caso Lula contaminou debate sobre 2ª instância

"Isso não contribuiu para o debate racional", acrescentou o ministro do STF, durante seu voto contra a antecipação da pena. Em resposta a críticas que tem recebido por sua posição, ele diz que pode "ser suspeito de tudo, menos de petismo"

(Foto: STF | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes voltou a fazer críticas à Lava Jato nesta quinta-feira 7, durante julgamento sobre a validade da prisão após condenação em segunda instância e disse que o caso do ex-presidente Lula contaminou a discussão na Corte.

"O caso Lula contaminou a discussão. Isso não contribuiu para o debate racional", disse. Ele foi interrompido pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, que saiu em defesa da Lava Jato: "a própria Lava Jato em Curitiba pediu que o ex-presidente saia do regime fechado". 

Gilmar rebateu: "Foi um tipo de benevolência compulsória ou compulsiva". Para o magistrado, a força-tarefa da Lava Jato só se manifestou a favor da progressão de regime de Lula por conta do debate que o Supremo fazia a respeito da 2ª instância.

Em resposta a críticas que tem recebido por sua posição de oposição à Lava Jato, Gilmar diz que pode "ser suspeito de tudo, menos de petismo". Em outro momento, declarou que "o combate à corrupção no Brasil dá lucro". "O combate à corrupção tem que ser feito dentro dos marcos legais", defendeu. 

No início de seu voto - contrário à antecipação da execução da pena - Gilmar lembrou que ainda no início da Lava Jato criticou "as alongadas prisões provisórias de Curitiba". E que agora elas se tornaram "prisão provisória de caráter permanente". 

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