“Houve uma redução dramática da base do Bolsonaro”, avalia João Cezar de Castro Rocha

Pesquisador do discurso da extrema-direita, o professor acredita que Jair Bolsonaro esperava uma adesão maior aos protestos tanto por parte da sociedade como das forças de segurança. “Seria um equívoco atribuir a Bolsonaro uma força que ele não tem”. Assista na TV 247

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(Foto: REUTERS/Adriano Machado |Reprodução)
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247 - O professor e historiador João Cezar de Castro Rocha avaliou, em entrevista à TV 247, que, apesar de não terem sido um completo fracasso, os atos bolsonaristas do 7 de setembro não foram bem-sucedidos. A execução do plano golpista de Jair Bolsonaro, aponta, dependia de uma adesão muito mais significativa da sociedade e das forças de segurança.

“A manifestação foi um fracasso? Não. Diante de todo esse cenário, com quase 600 mil mortos, ter conseguido levar essas pessoas não é pouco. A manifestação foi um sucesso? Muito menos. O Bolsonaro esperava muito mais, e esperava uma adesão completa das polícias militares e estaduais, o que, felizmente, não houve. Em boa medida, não houve porque nós todos do campo progressista estamos denunciando”, avaliou. 

“Estas manifestações não podem ser vistas como fracassadas, é um equívoco nosso. Mas elas dão a dimensão real da redução dramática da base do Bolsonaro. Esse é o ponto importante”, completou Castro Rocha. 

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Nesta quinta-feira (9), pouco depois da entrevista, Bolsonaro divulgou uma no site do governo - articulada e escrita por Michel Temer - na qual recua seu tom, diz nunca ter atacado as instituições e chega a elogiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que nos últimos dias foi chamado até de “canalha” por ele. O conteúdo deixou a base bolsonarista ainda mais perdida e parte dela revoltada com o chefe do Planalto.

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