Deputadas discutem pedido de impeachment de Jair Bolsonaro

O Congresso finalmente decidiu se mexer depois de uma nova quebra de decoro de Jair Bolsonaro, que nesta manhã fez uma agressão de cunho sexual à jornalista Patrícia Campos Mello, que investiga o esquema de fake news de sua campanha; na tramitação do caso, todo o protagonismo será das mulheres

Jair Bolsonaro e Patricia Campos Mello
Jair Bolsonaro e Patricia Campos Mello (Foto: Marcos Corrêa/PR | Alice Vergueiro/Abraji)
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247 - As principais deputadas e senadoras do Congresso Nacional consideram pela primeira vez a possibilidade de elaborar um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. O motivo: Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao quebrar o decoro do cargo, fazendo uma agressão de cunho sexual à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, que investiga o esquema de fake news usado em sua campanha presidencial. Embora apoie o projeto neoliberal de Bolsonaro, a própria Folha de S. Paulo reconheceu, nesta terça-feira, que Bolsonaro ultrapassou todos os limites e quebrou o decoro.

Há pouco, a bancada feminina do PT manifestou solidariedade à jornalista Patrícia Campos Mello em um vídeo nas redes sociais e anunciou que uma nota de repúdio será entregue ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra as barbáries faladas à jornalista no exercício de sua profissão.

Em entrevista à TV 247 (assista abaixo), a deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que a possibilidade de um pedido de impeachment ainda está em análise, mas que pela primeira vez a discussão aparece entre as parlamentares de oposição com mais solidez. "Talvez esses ataques ultrapassaram uma barreira agora", disse a deputada.

Durante entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro insultou a jornalista com insinuação sexual. "Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais.

Em nota, a Folha disse: "o presidente da República agride a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com a sua atitude. Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência".


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