Selma Arruda reafirma ofensas de Flávio e avisa: "eu não corro dele"

"Ele gritou comigo, com a Soraya [Thronicke] e com o Major [Olímpio]", reafirmou a senadora Selma Arruda (PSL) sobre declaração do senador Flávio bolsonaro pela retirada de assinatura da CPI da Lava Toga. "Eu não corro dele [do processo]. Ficar enterrando as coisas, ficar tentando postegar, isso não é a minha cara", disse Arruda, que está de saída do PSL

CPI de Brumadinho (CPIBRUM) realiza reunião deliberativa para apreciação do plano de trabalho e de requerimentos.   À bancada, em pronunciamento, senadora Selma Arruda (PSL-MT).   Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
CPI de Brumadinho (CPIBRUM) realiza reunião deliberativa para apreciação do plano de trabalho e de requerimentos. À bancada, em pronunciamento, senadora Selma Arruda (PSL-MT). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (Foto: Geraldo Magela)

247 - A senadora Selma Arruda (PSL-MT) reafirmou nesta sexta-feira, 13, que foi vítima de tratamento desrespeitoso por parte do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que pediu para retirar a assinatura pela instalação da CPI da Lava Toga. 

“Ele gritou comigo, com a Soraya [Thronicke] e com o Major [Olímpio]. Ele disse que não gritou comigo e que entende o momento difícil que eu estou passando. Ele quis dizer com isso que eu estou fazendo drama por causa do processo [em que a senadora teve seu mandato cassado pelo TRE de Mato Grosso por caixa dois e abuso econômico]? Não sei o que ele acha, como ele acha que eu posso me beneficiar com isso", disse Selma, em entrevista ao site alinhado à extrema-direita O Antagonista.

Não tenho nada pessoal contra ele. Só acho que ele não podia pessoalizar [associar a CPI da Lava Toga com as investigações que o envolvem]. O meu caso pode ser mais grave que o dele, inclusive, até porque eu não tenho metade da força política dele. Mas eu não corro dele [do processo]. Ficar enterrando as coisas, ficar tentando postegar, isso não é a minha cara. Não usaria jamais esse tipo de coisa para falar isso", declarou. A senadora anunciou também que irá deixar o PSL. 

Depois que passou a entrar na mira do Judiciário por movimentações milionárias e atípicas, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tenta barrar uma eventual instalação da CPI da Lava Toga. O parlamentar telefonou aos berros para a senadora Selma Arruda, a Juíza Selma, do mesmo partido pelo MT. De acordo com a parlamentar, o filho de Jair Bolsonaro disse: “Vocês querem me foder! Vocês querem foder o governo!” (leia mais no Brasil 247).

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