Flávio Dino: em meio ao caos, Brasil está sem ministro da saúde

Segundo ele, o Ministério da Saúde está sem comando. "Quem é o ministro da saúde? Não temos nem com quem dialogar”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista à CNN

Governador Flávio Dino (PCdoB-MA)
Governador Flávio Dino (PCdoB-MA) (Foto: SECAP - Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos do Maranhão)
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247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse, nesta quinta-feira, 18, em entrevista à CNN, que, apesar dos estados e municípios poderem tomar algumas medidas contra a pandemia do novo coronavírus, o poder do governo federal é fundamental. Por isso, voltou a criticar o governo Jair Bolsonaro.

Segundo ele, o Ministério da Saúde está sem comando. "Quem é o ministro da saúde? Não temos nem com quem dialogar. O país está, em meio ao caos, sem ministro da saúde. Tem dois e não tem nenhum. Tem um saindo e outro entrando", disse.

O governador ainda criticou os ataques de Bolsonaro a medidas de governadores e prefeitos para tomar medidas restritivas e pela ampliação do isolamento. "O presidente voltou a dizer que os governadores estão ameaçando a liberdade. O que mais ameaça a liberdade é a morte. E, portanto, é uma falácia opor saúde e economia, é uma atitude irresponsável", afirmou.

Ele ainda comentou a falta de medicamentos em estoque usados em pacientes de UTI, como os bloqueadores neuromusculares, usados para intubar pacientes. O Fórum Nacional de Governadores enviou uma carta ao Ministério da Saúde para alertar sobre o baixo estoque e pedindo que realize importação desses anestésicos. Segundo Dino, o quadro, com superlotação dos hospitais em todos os estados, é "muito grave".

Bolsonaro vai ao STF contra governadores

Jair Bolsonaro afirmou, em live nas redes sociais, nesta quinta-feira, 18, que entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decreto de governadores que aumetaram medidas restritivas para aumentar o isolamento social. Ele mencionou uma decisão do município São José do Rio Preto (SP), que proibiu o funcionamento de postos de gasolina, e disse ainda que alguns governadores e prefeitos são "projetos de ditadores".

"Entramos com ação direta de inconstitucionalidade junto ao STF buscando conter esses abusos. Entre eles, o mais importante é que nossa ação foi contra o decreto de 3 governadores. No decreto, inclusive, o cara bota toque de recolher. Isso é estado de sítio, que só uma pessoa pode decretar: eu", disse.

"Se sou eu que assino o decreto, vai para dentro do Parlamento e, se eles concordarem, entra em vigor... Agora o decreto de um governador ou prefeito tem poder de usurpar a Constituição", reclamou.

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