'Fui fazer compra e acabei cego de um olho', diz Daniel Campelo, vítima da violência da PM no Recife

A filha do trabalhador autônomo atingido por um tiro de bala de borracha no ato 'Fora Bolsonaro' disse que ele não participava da manifestação e que a família vai processar o estado pelo crime cometido contra seu pai

(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
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247 - O trabalhador autônomo Daniel Campelo, 51 anos, se manifestou sobre o tiro de bala de borracha que levou da Polícia Militar de Pernambuco no Recife, durante a dura repressão à manifestação pacífica contra Jair Bolsonaro, que ocorreu em mais de 200 cidades do Brasil e do exterior nesse sábado (29).

"Fui ao centro comprar material para meu trabalho e acabei cego de um olho", disse Daniel Campelo ao UOL. Ele perdeu a visão do olho esquerdo na ação da PM e sequer sabia que haveria protesto na cidade.

Segundo Evelyn Maria de Sena, filha de Daniel, afirmou ao UOL, seu pai seguia por uma das pontes que cortam o rio Capibaribe, próximo à avenida Guararapes, quando percebeu a ação da PM. "Meu pai trabalha com adesivação de veículos. Foi só comprar umas coisas para adesivar táxis. A gente nem sabia que estava tendo protesto", contou Evelyn Maria de Sena ao UOL, uma das filhas de Daniel.

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Na manhã deste domingo (30), Daniel foi transferido para o Hospital Altino Ventura, unidade especializada em oftalmologia. Ele permanece no centro médico, onde passa por procedimentos clínicos. As filhas de Daniel Campelo adiantaram que já estão à procura de assessoria jurídica e que vão processar o estado.

Assista a vídeo momento após o ataque da PM a Daniel Campelo:

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