PF atende Bolsonaro e abre inquérito contra dirigente sindical e associação de professores da UFRPE

Inquérito foi aberto após Jair Bolsonaro abrir um processo contra a Aduferpe em função de outdoors - com a frase "O senhor da morte chefiando o país, no Brasil 120 mil mortes por Covid-19. Fora Bolsonaro" - serem instalados em diversas cidades de Pernambuco no final de 2020

(Foto: Divulgação)
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247 - A Polícia Federal abriu um inquérito criminal para apurar a colocação de outdoors pela Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe), entre outras entidades, em diversos municípios de Pernambuco. O processo foi movido por Jair Bolsonaro em função do material, veiculado no final do ano passado, trazer a frase “O senhor da morte chefiando o país, no Brasil 120 mil mortes por Covid-19. Fora Bolsonaro”. De acordo com o blog do jornalista Jamildo Mello, a vice-presidente da Aduferpe, Érika Suruagy, foi intimada a prestar depoimento sobre o caso. 

Em nota, a Aduferpe afirma que a o inquérito é “um brutal ataque à mais elementar liberdade de expressão garantida constitucionalmente. É uma tentativa de calar opiniões e intimidar o legítimo e livre exercício da atividade associativa. Por outro lado, no mérito, a crítica ao governo federal externada no outdoor – e que pode facilmente ser estendida a outras esferas de governo – revelou-se desgraçadamente justa: à época eram 120 mil mortes a lamentar, hoje já são quase 300 mi”.

Ainda de acordo com a Aduferpe, a abertura do inquérito visa “intimidar sindicalistas, cientistas, professores, servidores públicos, artistas, intelectuais e cidadãos que discordam da política do governo. tenta  intimidar sindicalistas, cientistas, professores, servidores públicos, artistas, intelectuais e cidadãos que discordam da política do governo”. 

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A Assessoria Jurídica da Aduferpe afirma que não há base legal para a abertura do processo e que o mesmo é ‘uma ação de cunho político do senhor Jair Bolsonaro – numa atitude incompatível com sua condição de presidente da República’.

Recentemente, a Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um processo contra dois professores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) que criticaram Jair Bolsonaro no Youtube e no Facebook. 

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