CGU abre processo contra professores universitários que criticaram Bolsonaro nas redes sociais

Controladoria-Geral da União abriu um processo contra dois professores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) que criticaram Jair Bolsonaro no Youtube e no Facebook. Representação contra os docentes foi feita pelo deputado federal bolsonarista Bibo Nunes

Professor da Ufpel Pedro Hallal e CGU
Professor da Ufpel Pedro Hallal e CGU (Foto: ABR)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um processo contra dois professores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) que criticaram Jair Bolsonaro no Youtube e no Facebook. A representação contra os docentes, que assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi feita pelo deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS). No ano passado, a CGU elaborou um documento estabelecendo punições para os servidores públicos federais que utilizarem as redes sociais para criticar superiores hierárquicos ou órgãos que ocupam.

De acordo com o jornal O Globo, um dos professores alvos da CGU é o ex-reitor da Ufpel Pedro Hallal. Ele é crítico do posicionamento adotado por Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e se comprometeu a não repetir o ato novamente pelos próximos dois anos. O outro alvo da ação aberta pela CGU foi o professor Eraldo dos Santos Pinheiro. 

“Conversei com os meus advogados e entendemos que esse era um desfecho adequado para nós, porque era um arquivamento sumário do processo. As acusações graves a própria CGU descartou”, disse Hallal. 

Segundo o Diário Oficial da União (DOU), os docentes teriam promovido, em janeiro. "manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao Presidente da República". A ação da CGU tem como base um artigo da lei 8.112 que veta o funcionalismo público de "promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição".

Ainda de acordo com a reportagem, o processo na CGU foi motivado por um comentário realizado durante uma transmissão ao vivo sobre a nomeação de Isabela Fernandes Andrade para o cargo de reitora da Ufpel. Ela foi escolhida por Jair Bolsonaro para chefiar a instituição apesar de ter sido a segunda mais votada na lista tríplice da comunidade acadêmica. 

“Quem tentou dar um golpe na comunidade foi o presidente da República, e eu digo presidente com "p" minúsculo. Nada disso estaria acontecendo se a população não tivesse votado em defensor de torturador, em alguém que diz que mulher não merecia ser estuprada ou no único chefe de Estado do mundo que defende a não vacinação da população”, disse Hallal na transmissão.  

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247

Apoie o 247

WhatsApp Facebook Twitter Email