"A proteção que eu quero é que os irmãos de rua não sejam torturados", diz padre Julio Lancellotti após ameaças

Nesta terça-feira, o padre Julio Lancellotti divulgou um vídeo denunciando uma ameaça que sofreu enquanto fazia seu trabalho de auxílio a pessoas pobres e em situação de rua: "padre filho da puta que defende nóia"

Padre Julio Lancellotti
Padre Julio Lancellotti (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - O padre Julio Lancellotti, em entrevista ao UOL, falou mais sobre a ameaça que sofreu nesta terça-feira (15) e que motivou diversos gestos de solidariedade ao religioso em rede social.

Ele contou que após um motoqueiro passar pelo local em São Paulo onde  prestava auxílio a pessoas pobres e em situação de rua, como faz há décadas, e xingá-lo de "padre filho da puta que defende nóia", o agressor ainda disse a catadores de papel: "vou voltar para queimar vocês".

O religioso contou que já recebeu muitas ameaças, mas que se importa apenas com a segurança dos "irmãos de rua". "Já recebi muito ataque na internet, por telefone, na rua. São centenas. Já vi campanhas com o tema: 'morte ao Padre Julio'. Uma vez estava no hortifruti onde compro uma sopa para levar para casa depois do trabalho e uma senhora me disse: 'padre, você fica defendendo bandido, nós vamos te matar'. Eu disse para ela: 'então vai ser muito fácil, já que não uso colete à prova de balas'. Está tudo no Ministério Público. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos mandou uma medida cautelar para o governo brasileiro, falando que precisavam investigar ameaças e me proteger. Queriam colocar escolta. Eu não quis. A proteção que eu quero é que os irmãos de rua não sejam torturados, que eles não sejam espancados. Aí, sim, vou poder parar. Enquanto isso não acontecer, não vou ficar em casa protegido com escolta".

O padre registrou queixa em delegacia na terça-feira acerca da ameaça.

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