Atingidos por barragens vão ao STF contra acordo entre Governo de MG e Vale sobre Brumadinho

O acordo de reparação entre o governo mineiro e a mineradora foi feito sem que as pessoas atingidas pelo desastre fossem consultadas. Os ativistas denunciam que as cifras finais do acordo são insuficientes para reparação do dano causado

Danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG)
Danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) (Foto: Antonio Cruz - ABR)
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247 - Dois movimentos, a Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (Anab) e o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o acordo firmado entre a Vale e o Governo de Minas Gerais em relação aos danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, segundo o Painel da Folha de S.Paulo.

O rompimento da barragem matou mais de 250 pessoas e destruiu uma parte do patrimônio material de Brumadinho. Era previsível, mas ocorreu diante do descaso da empresa Vale.

O acordo de reparação entre o governo mineiro e a mineradora foi feito sem que as pessoas atingidas pelo desastre fossem consultadas. Os ativistas denunciam que as cifras finais do acordo são insuficientes para reparação do dano causado.

Eles pedem para que seja criado um mecanismo de consulta a esses grupos em novas tratativas e que um novo acordo seja submetido à aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O acordo final previu valor de R$ 37,68 bilhões, cerca de R$ 20 bilhões abaixo do que havia sido pedido inicialmente. O número serve para reparar consequências socioeconômicos e socioambientais.

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