Depois de 17 horas, termina no Rio vigília contra Paes

Com barracas de lona, tendas, colchonetes e uma fogueira para se aquecerem do frio, manifestantes passaram a noite próximos à residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na Gávea Pequena, em protesto contra as remoções de moradias em comunidades carentes pela prefeitura; ato teve início na tarde de ontem, reunindo quase 200 pessoas (foto), e cerca de 40 participaram da vigília

Com barracas de lona, tendas, colchonetes e uma fogueira para se aquecerem do frio, manifestantes passaram a noite próximos à residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na Gávea Pequena, em protesto contra as remoções de moradias em comunidades carentes pela prefeitura; ato teve início na tarde de ontem, reunindo quase 200 pessoas (foto), e cerca de 40 participaram da vigília
Com barracas de lona, tendas, colchonetes e uma fogueira para se aquecerem do frio, manifestantes passaram a noite próximos à residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na Gávea Pequena, em protesto contra as remoções de moradias em comunidades carentes pela prefeitura; ato teve início na tarde de ontem, reunindo quase 200 pessoas (foto), e cerca de 40 participaram da vigília (Foto: Gisele Federicce)
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Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Terminou de forma pacífica a vigília iniciada ontem (17) à noite, na residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na Gávea Pequena, Alto da Boa Vista. Com barracas de lona, tendas, colchonetes e uma fogueira para se aquecerem da baixa temperatura - que nesta madrugada chegou a 14 graus Celsius (°C) na região, situada na Floresta da Tijuca - cerca de 40 manifestantes passaram a noite no local, em protesto contra as remoções de moradias em comunidades carentes pela prefeitura do Rio.

O ato Remove o Paes teve início na tarde de ontem e reuniu quase 200 pessoas de comunidades ameaçadas de remoção até as Olimpíadas de 2016. De acordo com dossiê elaborado pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, as remoções são justificadas pelos megaeventos nos quais o Rio de Janeiro está envolvido, mas muitos terrenos ainda não foram utilizados pela prefeitura - o que denuncia a prática das remoções como estratégia para atender aos interesses da especulação imobiliária.

O documento diz que Eduardo Paes é um dos prefeitos que mais removeu favelas na história do Rio de Janeiro. "Desde 2009, 19.220 famílias cariocas perderam suas casas - muitas vezes em troca de indenizações irrisórias ou com mudança de endereço para regiões a dezenas de quilômetros de distância do antigo local de moradia".

De acordo com a coordenadora do Movimento Nacional pela Moradia Popular (MNMP), Lourdes Lopes, a prefeitura promove as remoções sem se preocupar com as necessidades da população.

"A prefeitura acelerou o processo de expulsão dos locais mais valorizados da cidade, como a região do Porto Maravilha e em Jacarepaguá, que fica no traçado das competições de várias modalidades de jogos nas Olimpíadas de 2016. Essas pessoas estão sendo varridas do local e uma parte delas sendo levadas para regiões longe de toda a infraestrutura e com habitações precárias", denunciou.

Ao deixarem a Gávea Pequena, os manifestantes picharam o muro da residência oficial da prefeitura, com os dizeres Remove o Paes e SMH 171, em uma alusão à Secretaria Municipal de Habitação, encarregada do cadastramento das famílias de comunidades carentes para remoção, e ao Artigo 171 do Código Penal, que se refere ao estelionato.

Os manifestantes também deixaram no portão principal da residência uma cruz que os manifestantes carregaram durante o protesto e cartazes com os nomes de todas as comunidades que o prefeito Eduardo Paes já removeu.
Edição: Davi Oliveira

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