Lindbergh: as ruas querem mais investigação. O acordão quer abafar

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) questionou a inclusão, pela OAB, da delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) no pedido de impeachment da presidente Dilma; "A OAB coloca delação de Delcídio. Trata delação como verdade. E a parte da delação que fala de vocês (oposicionistas), do presidente do partido de vocês (Aécio Neves)? Se pede cassação de Dilma, teria de pedir cassação do presidente do PSDB também"; Lindbergh diz que as manifestações de rua pedem mais investigações, mais Lava Jato, mas o "acordão da cúpula" quer a renúncia da presidente para "abafar" as denúncias

senador Lindbergh Farias
senador Lindbergh Farias (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Em um discurso dirigido ao líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) questionou ontem as denúncias que tratam de parlamentares da oposição na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), incluída pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Vossa Excelência (Cunha Lima) fala da OAB. A OAB coloca delação de Delcídio. Trata delação como verdade. E a parte da delação que fala de vocês (oposicionistas), do presidente do partido de vocês (Aécio Neves)? E a parte que fala de Michel Temer? Se pede cassação de Dilma, teria de pedir cassação do presidente do PSDB também", disse Lindbergh nesta terça-feira 29.

O petista também afirmou que a tentativa de tirar Dilma do poder tem como objetivo "abafar as investigações da Operação Lava Jato", que também envolvem oposicionistas, ao contrário do que pedem as ruas, conforme ressaltou. "As ruas querem o quê? Mais investigação! Viva Moro, Lava Jato. Que é que quer esse acordão de cúpula? Quer abafar, quer esfriar", denunciou.

Sobre as chamadas "pedaladas fiscais", Lindbergh lembrou que "o artigo 4 da Lei Orçamentária de 2015/2014 fala da possibilidade de crédito suplementar sem autorização legislativa desde que seja condicionada ao superávit primário".

"Foram seis créditos suplementares assinados pela presidente Dilma. Sabe quantos assinados por Geraldo Alckmin? Foram 31. Todos os governadores mudaram metas de superávit primário. Com Alckmin não é crime. Com Dilma é", ironizou o petista, que questionou: "E Michel Temer, que assinou créditos suplementares? Cadê a coerência?".

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