Marcha no centro do Rio reúne milhares e leva esperança à greve dos petroleiros

A Marcha Nacional em Defesa do Emprego, da Petrobrás e do Brasil foi convocada nas redes sociais com uma expectativa de que seria “maior ainda”, e foi. Cerca de 15 mil pessoas se uniram aos petroleiros no Rio de Janeiro

(Foto: Daniela Dacorso/FUP)

CUT - Menos de uma semana após o ato que parou o centro do Rio na última quinta-feira (13), os petroleiros realizaram nova mobilização nesta terça-feira (18). A Marcha Nacional em Defesa do Emprego, da Petrobrás e do Brasil foi convocada nas redes sociais com uma expectativa de que seria “maior ainda”, e foi. Cerca de 15 mil pessoas se uniram aos petroleiros que estão em vigília em frente ao Edifício Sede da Petrobrás, na Av. República do Chile, onde marcharam pela Av. Rio Branco até aos Arcos da Lapa (ponto turístico da cidade), onde ocorreu um grande ato unificado.

A ação teve como objetivo denunciar a demissão em massa dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná e o desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que prevê a consulta aos sindicatos responsáveis em caso de desligamentos massivos como o que a direção da Petrobrás, “A greve não é em apoio aos petroleiros da FAFEN-PR. Se o Acordo Coletivo de Trabalho for desrespeito agora, vai ser desrespeitado em todas as outras unidades da Petrobrás. Então defender a FAFEN é defender a Petrobrás, e defender a Petrobrás é defender o Brasil”, explicou Simão Zanardi (diretor da Federação Única dos Petroleiros).

Somaram ao ato delegações de grevistas vindos de Minas Gerais, São Paulo, Norte Fluminense e Duque de Caxias. Também participaram da marcha os mais de 150 petroleiros da FAFEN-PR que estão no Rio desde segunda-feira (17), além da participação de petroleiros de refinarias, plataformas e unidades administrativas de todo o país. Também estiveram presentes declarando apoio à greve, parlamentares e representantes de diversas empresas públicas, o presidente da CUT Rio, movimentos sociais como o MAB – Movimento dos Atingidos por Barreiras e MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores e do MST – Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que também estão fortalecendo a luta no dia a dia da Vigília da Resistência Petroleira.

Demissões suspensas temporariamente

Logo após o início da Marcha, os manifestantes foram informados que em Audiência de Dissídio Coletivo, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRTPR) decidiu suspender as demissões dos trabalhadores da Fafen-PR por 15 dias. Neste período, a Petrobrás se comprometeu a abrir diálogo com os sindicatos.

Feliz Aniversário

No 18º dia da greve, foi dia de celebrar. Além da notícia da suspensão das demissões, Deyvid Bacelar, diretor da FUP e membro da Comissão Permanente de Negociação, completou 40 anos de idade. O petroleiro baiano, que já está há 19 dias ocupando a sala do quarto andar do EDISE a espera de uma reunião de negociação com a Petrobrás, foi surpreendido com um “parabéns à você” cantado em coro pela Marcha. Um gás para os companheiros confinados.

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