Prefeitura Bruno Covas remove colchões e pertences de moradores de rua (vídeo)

A prefeitura de São Paulo confirmou a remoção afirmando que existe um decreto estabelecendo que a população em situação de rua pode ter objetos pessoais, mas não pode deixá-los em locais públicos

Remoção de colchões
Remoção de colchões (Foto: Reprodução)
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247 - Dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL) divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando equipes da Prefeitura de São Paulo, chefiada por Bruno Covas (PSDB), removendo colchões e barracas pertencentes a moradores de rua.

A mulher que gravou o vídeo afirmou que a remoção ocorreu nesta quinta-feira, 4, no centro da cidade.

A prefeitura paulista confirmou a remoção afirmando que o decreto Nº 59.246/20 estabelece que a população em situação de rua pode ter objetos pessoais, mas não pode deixá-los em locais públicos.

"É vedada a retirada de pertences pessoais, como documentos, bolsas, mochilas, roupas, muletas e cadeiras de rodas. Podem ser recolhidos objetos que caracterizem estabelecimento permanente em local público, principalmente quando impedirem a livre circulação de pedestres e veículos, tais como camas, sofás, colchões e barracas montadas ou outros bens duráveis que não se caracterizem como de uso pessoal".


Ao falar de “pedras no viaduto”, Boulos se referia a uma denúncia feita pelo Padre Júlio Lancelotti, mostrando que a prefeitura colocou pedras embaixo do viaduto Dom Luciano Mendes e Almeida, no bairro do Tatuapé, para impedir a pernoite da população em situação de rua.

A denúncia do Padre Júlio Lancelotti fez com que uma equipe da prefeitura removesse as pedras do local quatro dias depois de elas terem sido colocadas.

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