'Empresas de ônibus estão dando locaute em Curitiba'

De acordo com o senador Roberto Requião (PMDB), autor de uma CPI para investigar a máfia do transporte público no país, disse, pelo Twitter, que a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba é um "locaute evidente" de empresários que querem encurralar o prefeito Gustavo Fruet (PDT)

Em aparte, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que integra o Parlamento do Mercosul (Parlasul), informa que a instituição soltou uma nota na qual pede a volta à paz na Venezuela e defende a não intervenção no país
Em aparte, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que integra o Parlamento do Mercosul (Parlasul), informa que a instituição soltou uma nota na qual pede a volta à paz na Venezuela e defende a não intervenção no país (Foto: Leonardo Lucena)
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Blog do Esmael - O senador Roberto Requião (PMDB), autor de uma CPI para investigar a máfia do transporte público no país, nesta quarta (26), pelo Twitter, afirmou que a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba é um "locaute evidente" de empresários que querem encurralar o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

"Greve em Ctba é locaute evidente, empresários encurralando o prefeito. Vamos ver como age Fruet, cede ou enfrenta. Firmeza e habilidade", tuitou Requião.

Locaute ou lockout é proibido pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática de chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem econômica, constitui-se crime contra o interesse público.

O desfecho da greve iniciada hoje poderá ser um novo reajuste na tarifa do ônibus. Atualmente, custa R$ 2,70 para o usuário cruzar a roleta do ônibus. Estima-se que para cobrir a tarifa técnica a Prefeitura de Curitiba precisaria de mais R$ 0,10, ou seja, muito provavelmente, o curitibano pulará o Carnaval com a passagem valendo R$ 2,80.
Fruet também estuda cortar da planilha repasse mensal de R$ 800 mil ao Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba).

Esse valor seria utilizado pela entidade para custear planos de saúde, mas é computado na tarifa técnica.

Portanto, as empresas concessionárias do transporte público transferem cerca de R$ 10 milhões ao ano para o Sindicato. A conta é apresentada na planilha de custos que é bancada pelo usuário do sistema. Uma espécie de cortesia com o chapéu alheio.

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