Gleisi Hoffmann: mobilização popular é a saída contra o golpe bolsonarista

Deputada federal e presidente do PT, Gleisi disse à TV 247 que aumentar a mobilização popular e agregar outros setores políticos ao “Fora Bolsonaro” é importante tanto para evitar um golpe em 2022 quanto para forçar a abertura do impeachment: “enquanto ele estiver naquela cadeira o Brasil vai sangrar”. Assista

Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann (Foto: Pedro França/Agência Senado | Midia Ninja)
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247 - A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou à TV 247 que a saída para o Brasil passa necessariamente pela mobilização popular e pela união de variados setores políticos contra Jair Bolsonaro.

“Com Bolsonaro, não tem saída para a crise. Aliás, ele é a encarnação da crise. Enquanto ele estiver naquela cadeira o Brasil vai sangrar, o povo brasileiro vai sangrar e, como estão dizendo aí, somos todos do grupo de risco. Essa é a grande realidade”, disse a parlamentar.

Segundo Gleisi, os atos de 29 de maio contra o governo federal provam o descontentamento do povo brasileiro com a política bolsonarista. Para ela, é urgente instaurar um processo de impeachment contra Bolsonaro e, para isto, é necessário pressão sobre o Congresso Nacional. “O povo está cansado. Nós estamos extenuados com essa situação, a ponto de, mesmo tendo risco, ir para as ruas e dizer: ‘não dá mais para continuar assim’. Nós temos que continuar crescendo as mobilizações, crescendo com o povo na rua, com organização popular, pressionando o Congresso, pressionando o Lira. Há que se colocar o pedido de impeachment, um daqueles, ou pelo menos um pedido grande. Tem que abrir [o impeachment]. A sociedade tem que discutir. Nós vamos ficar com o Brasil sangrando até lá com essa performance do Bolsonaro? Nós não merecemos isso, gente. O povo brasileiro não merece isso”.

Questionada sobre como evitar uma tentativa de golpe de Bolsonaro em 2022 caso perca a eleição, Gleisi respondeu de forma firme: “mobilização popular. Não tem outra coisa. Nós não temos arma, não vamos lutar, não tem luta armada no Brasil e nem é nosso caminho. Mas  se a gente tiver uma grande mobilização da sociedade, a imensa maioria da sociedade mobilizada com os movimentos minimamente organizados, a opinião pública sedimentada contrariamente, é difícil eles fazerem. Não pode uma parcela menor dar o golpe na maioria. Por isso a gente precisa coesionar esse campo contra o autoritarismo, contra essa tentativa e denunciar o que o Bolsonaro está fazendo”.

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