247 – O Ministério da Saúde ampliou as entregas do SUS com um pacote de R$ 4 bilhões aplicado, em dez dias, nos 26 estados e no Distrito Federal. A rodada reúne 534 ações voltadas à expansão do atendimento público, com novas unidades, hospitais, ambulâncias, equipamentos e serviços para reduzir filas e fortalecer a rede de saúde, segundo informações do próprio ministério.
De acordo com o Ministério da Saúde, a mobilização representa uma das maiores frentes de entregas já realizadas pelo Sistema Único de Saúde. O pacote inclui Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, policlínicas, hospitais, veículos do SAMU 192, unidades odontológicas móveis, vans, micro-ônibus e ambulâncias para transporte de pacientes entre municípios.
A iniciativa também reforça a atenção primária, porta de entrada do SUS para a maior parte da população. O ministério destinou recursos para equipamentos de UBS, unidades móveis voltadas ao atendimento de pessoas em situação de rua, kits de desenvolvimento infantil e ampliação da oferta do Implanon, método contraceptivo que integra as políticas de planejamento reprodutivo da atual gestão.
O Nordeste concentra a maior fatia regional do pacote, com mais de R$ 1,8 bilhão em investimentos. A distribuição nacional das entregas busca ampliar a presença do SUS em áreas com demanda reprimida por consultas, exames, cirurgias, transporte sanitário e atendimento especializado.
Mais de 90% das ações anunciadas têm relação direta com dois eixos centrais da política federal para a saúde: o programa Agora Tem Especialistas e o Novo PAC Saúde. As duas iniciativas formam a base da estratégia do governo para ampliar a infraestrutura, aumentar a oferta de atendimento especializado e reduzir gargalos históricos na rede pública.
O Agora Tem Especialistas se tornou uma das principais marcas da gestão do ministro Alexandre Padilha. Segundo os dados apresentados, o SUS realizou 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025, alta de 42% em relação a 2022. O volume de consultas com especialistas chegou a 1,6 bilhão, crescimento de 30% no mesmo período. Já os exames alcançaram 1,3 bilhão, avanço de 22% frente a 2022.
O desempenho teve apoio de mutirões nacionais de cirurgias e exames. Entre as ações destacadas aparece o maior mutirão voltado à saúde da mulher já realizado pelo SUS, com 230 mil atendimentos em um fim de semana. O programa também utilizou 80 Carretas da Saúde para levar procedimentos a regiões com dificuldade histórica de acesso a especialistas.
Essas carretas atuaram em frentes como exames de imagem, atendimento oncológico e oftalmologia. A estratégia levou serviços para municípios que enfrentavam filas prolongadas e dependiam de deslocamentos para grandes centros, com impacto direto na organização da rede local de atendimento.
O Novo PAC Saúde, por sua vez, já mobilizou R$ 4,8 bilhões para ampliar a estrutura física do SUS. O programa prevê a construção de 2.600 Unidades Básicas de Saúde, 36 maternidades e 30 centros de parto normal, em uma frente voltada à expansão da atenção primária, da saúde materna e da rede de cuidado regionalizada.
Nesta quarta-feira, o ministro Alexandre Padilha entregou o novo Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas, na Bahia. A unidade é a primeira do estado financiada pelo Novo PAC Saúde e integrada ao Agora Tem Especialistas, o que combina investimento em estrutura hospitalar com ampliação do atendimento especializado.
Nos últimos dez dias, Padilha cumpriu agendas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; no Rio de Janeiro; em Fortaleza, no Ceará; e em Alagoinhas e Salvador, na Bahia. A agenda ainda prevê passagens por Minas Gerais e São Paulo, enquanto secretários e diretores do ministério percorrem os demais estados para formalizar entregas e acompanhar a execução dos investimentos.
A rodada nacional de entregas ocorre em meio ao esforço do governo federal para reforçar o SUS em diferentes frentes, da atenção básica ao atendimento especializado. Com obras, veículos, equipamentos e serviços, o Ministério da Saúde busca ampliar a capacidade da rede pública e acelerar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e cuidados essenciais.
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