247 – A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) suspeito de discriminação contra um homem cadeirante em Belo Horizonte. As informações são do G1.
O caso veio à tona após a chef Juliana Duarte, proprietária de um restaurante no bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul da capital, relatar nas redes sociais um episódio ocorrido no último sábado (14). Segundo ela, ao chegar ao estabelecimento com o marido, Pedro Edson Cabral Vieira, que é cadeirante, o casal encontrou um veículo estacionado sobre a faixa de pedestres, bloqueando o acesso à rampa de acessibilidade.
De acordo com o relato, o carro pertencia ao professor da Escola de Engenharia da UFMG Pedro Benedito Casagrande. Juliana questionou o docente perguntando se “ele não tinha vergonha de estacionar na faixa de pedestre”. Segundo a chef, ele respondeu que não e que era “escroto”, antes de retirar o veículo do local.
Ainda conforme a denúncia, o professor entrou no restaurante pouco depois e, em tom considerado sarcástico, teria dito: “E aí, ele voltou a andar?”. A declaração gerou indignação nas redes sociais e motivou o registro da ocorrência.
Em nota oficial, a UFMG informou que apura o caso administrativamente, em “observância dos ritos processuais e adoção de todas as providências cabíveis, na forma da lei”. A instituição não detalhou prazos nem possíveis medidas disciplinares.
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