247 – A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) informou nesta segunda-feira (1) que acionou imediatamente o Ministério Público, enviou uma representação à Defensoria Pública e cobrou esclarecimentos da Secretaria de Educação do Paraná, após o APP Sindicato (Sindicato dos(as) Professores(as) e Funcionários(as) de Escola do Paraná) revelar que estudantes de um colégio estadual cívico-militar de Curitiba foram obrigados a cantar uma música que faz apologia ao ódio, à violência e ao extermínio de comunidades periféricas.
No vídeo citado pela parlamentar, adolescentes aparecem entoando trechos como “Entrar na favela e deixar todos no chão” enquanto marcham sob comando militar.
“A cena é chocante e, infelizmente, não é um caso isolado dentro do programa de escolas cívico-militares implementado no Paraná”, diz a deputada. “Desde sua criação, esse modelo tem acumulado denúncias de práticas de doutrinação extremista, desrespeito a direitos fundamentais e naturalização da violência, ferindo de forma direta o caráter democrático, plural e formativo que deve orientar a escola pública”, denuncia.
Ainda segundo Ana Júlia, o modelo de escolas cívico-militares é ilegal, inconstitucional e socialmente destrutivo.
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