“Exército dá exemplo de republicanismo ao vetar evento bolsonarista”, diz Gleisi Hoffmann

Evento de grupo conservador para criação de partido de extrema direita é barrado em clube militar de Curitiba

Gleisi Hoffmann
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247 – A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, elogiou a decisão do Exército de vetar a realização de um evento de viés conservador e de extrema direita que ocorreria no Clube dos Sargentos e Subtenentes de Curitiba, no Paraná. Gleisi classificou a decisão como um ato de republicanismo e um importante lembrete de que as Forças Armadas não devem ser instrumentalizadas para fins políticos.

“O Exército vetou a realização de um evento bolsonarista que aconteceria no Clube dos Sargentos e Subtenentes de Curitiba, no Paraná, com palestras da direita e extrema direita, tendo como objetivo a criação de um partido radical. O veto segue o estatuto do Clube, mas também serve como exemplo de republicanismo e lembrete de que nossas Forças Armadas não devem jamais ser utilizadas como palanque político”, afirmou Gleisi em publicação no X.

Reportagem do Uol destaca que o evento, organizado pelo grupo Conservador, estava programado para o dia 24 de janeiro e teria palestras sobre política com foco na criação de um partido que se define como “genuinamente de direita”. A sigla se posiciona contra pautas como o aborto, a legalização das drogas, o comunismo e a chamada “ideologia de gênero”.

O Clube dos Sargentos e Subtenentes do Exército de Curitiba, embora seja uma associação privada, está instalado em um imóvel da União, arrendado até março de 2025. Segundo informações do Portal da Transparência, o clube já recebeu mais de R$ 4 milhões em recursos públicos. O Comando Militar do Sul justificou o veto com base no estatuto do clube, que proíbe atividades político-partidárias. “O Comando da Guarnição de Curitiba determinou que não ocorra esse tipo de atividade nas dependências do clube”, informou a nota oficial.

Ainda de acordo com a reportagem, a divulgação do evento ocorreu por meio de grupos de WhatsApp, sendo organizada pelo advogado Levi de Andrade, conhecido por atuar na defesa de presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro e por representar figuras como o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, foragido na Espanha desde 2022. Após o veto, Andrade afirmou que o grupo busca outro local para realizar o encontro. “Alugamos o auditório e já temos, inclusive, pago a taxa pela locação. Faremos o encontro. Tudo já está pronto, só vamos mudar o endereço”, declarou.

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