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Banco Central do Brasil indica juros elevados por mais tempo devido à piora das perspectivas de inflação

Rio de Janeiro, 23 jun (Xinhua) — O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta terça-feira que a deterioração das perspectivas de inflação pode resultar em juros elevados por um período mais longo do que o previst


Rio de Janeiro, 23 jun (Xinhua) — O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta terça-feira que a deterioração das perspectivas de inflação pode resultar em juros elevados por um período mais longo do que o previsto anteriormente.

A declaração consta da ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira, na qual o comitê reduziu por unanimidade a taxa básica de juros Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.

O documento observa que o último índice de inflação está acima do limite superior da meta oficial, que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual.

No cenário base do Copom, a projeção piorou, passando de 4,6% para 5,2% para este ano e de 3,5% para 3,7% para 2027.

Segundo o comitê, desde a reunião de abril, tornou-se “evidente” um maior desacoplamento das expectativas de inflação para horizontes mais longos, particularmente para 2028.

Diante do cenário de expectativas acima da meta, o Banco Central indicou a possibilidade de manter a taxa de juros em um patamar elevado por um período mais longo.

O Comitê reafirmou que conduzirá a política monetária com “serenidade e cautela”, a fim de “incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, bem como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

“No contexto atual de níveis historicamente elevados de incerteza, com riscos assimétricos de alta nos preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada em função da evolução do cenário, a fim de garantir a convergência da inflação para a meta”, diz a ata. 

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