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Brasil critica decisão da UE de restringir importações de produtos de origem animal e pretende revertê-la

Rio de Janeiro, 12 mai (Xinhua) — O governo brasileiro criticou nesta terça-feira a decisão da União Europeia (UE) de excluir o país sul-americano da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu. A


Rio de Janeiro, 12 mai (Xinhua) — O governo brasileiro criticou nesta terça-feira a decisão da União Europeia (UE) de excluir o país sul-americano da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida, que entrará em vigor em 3 de setembro, afeta carne, aves, ovos, mel e outros produtos.

Em comunicado conjunto divulgado pelos Ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Desenvolvimento e da Indústria, Comércio e Serviços, o governo brasileiro afirmou ter recebido a decisão europeia “com surpresa” e garantiu que tomará “todas as medidas necessárias” para revertê-la.

A medida da UE está relacionada a novas exigências sanitárias quanto ao uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos, uma questão que o bloco europeu considera prioritária em sua política de segurança alimentar e no combate à resistência bacteriana.

O governo brasileiro defendeu a qualidade de seu sistema de saúde e enfatizou que o país é “o maior exportador mundial de proteína animal” e um fornecedor de longa data para o mercado europeu há quase 40 anos. Segundo o comunicado oficial, o Brasil buscará esclarecimentos junto às autoridades sanitárias europeias e já agendou reuniões diplomáticas para tentar reverter a decisão.

A reação brasileira ocorre em um momento delicado nas relações comerciais entre as duas partes, poucos meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia, considerado um dos maiores acordos de livre comércio do mundo.

Os setores exportadores do agronegócio brasileiro interpretaram a medida europeia como uma nova barreira não tarifária e alertaram para os potenciais impactos no comércio bilateral. Representantes da indústria de carne indicaram que ainda há espaço para negociações técnicas antes de setembro e expressaram confiança de que o Brasil pode se adaptar às exigências europeias.

A decisão europeia também gerou preocupação devido à importância do mercado da UE para as exportações brasileiras de proteína animal. Em 2025, as importações europeias de carne brasileira cresceram 132,8%, segundo dados do setor citados pela imprensa local. 

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