247 – A aula magna ministrada pelo ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, foi interrompida na noite desta quinta-feira (2) após uma confusão envolvendo pessoas ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL) durante um evento realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Segundo o Metrópoles, o episódio ocorreu no Teatro de Arena da universidade, onde Haddad participava de uma atividade voltada à discussão dos desafios econômicos do Brasil. O encontro precisou ser suspenso por alguns minutos em razão do tumulto.
Grupo interrompeu a fala de Haddad
De acordo com relatos de pessoas que acompanhavam a atividade, um grupo entrou no local e passou a interromper a exposição do ministro com questionamentos e insultos. A situação rapidamente evoluiu para empurrões e agressões entre participantes, levando à interrupção temporária da programação.
Ainda conforme a reportagem, os manifestantes envolvidos na ação não seriam estudantes da Unicamp. As fontes ouvidas afirmaram que o grupo era numeroso e teria adotado uma estratégia semelhante à observada em outros eventos políticos recentes.
Apesar da confusão, Haddad permaneceu no palco durante todo o episódio. Segundo os relatos, ele continuou ministrando a aula e sequer teria percebido quem realizava as gravações enquanto o tumulto acontecia entre os presentes.
MBL diz que foi ao evento para fazer questionamentos
Integrantes do Movimento Brasil Livre afirmaram que compareceram ao evento para questionar Fernando Haddad sobre temas relacionados ao governo federal. Entre os assuntos citados pelo grupo estavam a chamada “taxa das blusinhas”, além de críticas à atuação do ministro nos Ministérios da Educação e da Fazenda e questionamentos sobre uma suposta campanha eleitoral antecipada.
O MBL também alegou que integrantes do movimento foram agredidos durante a confusão registrada no local.
Unicamp e pré-campanha não comentaram o episódio
A reportagem procurou a pré-campanha de Fernando Haddad e a Unicamp para comentar o episódio, mas não recebeu resposta até a publicação da notícia.
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