247 – Ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoino afirmou esta semana, em entrevista ao programa Giro das Onze, que a direita liberal perdeu espaço próprio no processo eleitoral e passou a depender da extrema direita e da família bolsonarista. Em participação na TV 247, o ex-dirigente também afirmou que parte das elites brasileiras já demonstra resistência à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com Genoino, setores mais ricos da sociedade “estão jogando a toalha porque para o sistema, para o funcionamento das instituições, do modelo neoliberal, para os interesses do sistema financeiro, do agronegócio, para o modelo de grandes conglomerados monopolista, a figura do candidato à extrema direita, a figura do inominável, filho do inominável maior, é um risco para eles”.
Em sua análise, Genoino também disse ver nomes da centro-direita com dificuldades para ganhar força Conforme o ex-presidente do PT, “o grande problema dessa campanha eleitoral é que a direita liberal virou refém da extrema direita e da família Bolsonaro”, afirmou. “A disputa é entre a esquerda e a extrema direita. Essa direita neoliberal, essa direita chamada velha direita liberal, ela não tem mais vez nesse processo de polarização”, declarou.
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem como as duas principais pré-candidaturas ao Planalto. A centro-direita também conta com os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás. Outros nomes citados no debate eleitoral são o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e o empresário Renan Santos (Missão).
Cenário em SP

Na entrevista ao 247, Genoino elogiou a chapa com Fernando Haddad (PT) como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes e Márcio França (PSB) como vice.
“A disputa em São Paulo está bem equacionada. Haddad está indo bem como candidato. Costumo dizer que ele está melhor como candidato do que como ministro da Fazenda, porque não tem austeridade fiscal”, opinou Genoino, que também citou a importância das candidaturas ao Senado pela chapa – as ex-ministras Marina Silva (PT) e Simone Tebet (PSB).
Sobre a disputa pelas vagas paulistas ao Senado, o ex-presidente do PT destacou a presença de duas lideranças femininas. “A chapa para o Senado está bem equacionada, duas lideranças femininas que têm combatividade e compromisso com o governo”.
Segundo Genoino, a campanha em São Paulo precisa combinar presença digital, mobilização nas ruas, plenárias e viagens pelo interior. “Fazer uma campanha de rua, fazer campanha em três vertentes: rede social, rua, plenárias, visitas às cidades”, disse.
Alcolumbre e as pautas do governo
Na parte da entrevista dedicada ao Congresso Nacional, Genoino criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e as chamadas pautas-bomba. O debate abordou a PEC 14/2021, que cria regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias e prevê impacto fiscal bilionário.
“O presidente do Senado não pode usar chantagem política na relação com os poderes, nem o presidente da Câmara”, disse. Para Genoino, Lula deve levar o embate para uma agenda concreta, ligada ao cotidiano da população. “Qual é a agenda popular do país? Priorizar a jornada, o fim da jornada, 6×1, priorizar a questão do salário mínimo e do emprego, priorizar a questão da isenção do imposto, do imposto de renda”, afirmou.
O ex-presidente do PT também avaliou que Lula precisa explorar com mais intensidade sua capacidade de comunicação política. “Talvez o governo tenha que usar mais o papel do Lula como comunicador, seja na forma de entrevista, seja seja na forma de pronunciamento da nação”, disse.
Na entrevista, Genoino defendeu uma reação política direta do governo à pressão do Congresso. “Se o Congresso não quer cumprir essa pauta, nós vamos enfrentar a pauta bomba e vamos dizer qual é a pauta que interessa o povo, que interessa ao país, que interessa ao futuro”, declarou.
Teresa Leitão

O ex-deputado também fez elogios à senadora Teresa Leitão, nova líder do governo no Senado, e afirmou que ela pode ajudar a reorganizar a articulação política na Casa. “A Teresa Leitão é uma liderança eh competente, combativa e eu acho que com a articulação do do Planalto, eu acho que ela pode desempenhar muito bem essa função”, disse Genoino.
Segundo o petista, o governo deve se preparar para levar pautas-bomba ao Supremo Tribunal Federal quando considerar necessário. “A gente se preparar para questionar as pautas bombas no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Intenções de voto
Presidência da República
- Vox Brasil
O presidente Lula registrou 38% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Flávio Bolsonaro, que marcou 32,2%, e de Caiado, com 5,1%, de acordo com a Pesquisa Vox Brasil, divulgada no último dia 27.
Na sequência, apareceram Romeu Zema, com 3,8%; Renan Santos, com 2,5%; e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), com 1,7%.
Depois, vieram o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC), com 0,9%; o prof. Augusto Cury (Avante), com 0,7%; e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,5%. Brancos e nulos somaram 3,5%, enquanto 10,8% dos entrevistados não souberam responder.
Em uma simulação de segundo turno, o presidente Lula (PT) alcançou 45,3% dos votos, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, 5,5% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 6,4% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento também avaliou outros possíveis cenários de segundo turno. Em uma disputa contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 45,5% das intenções de voto, enquanto Zema tem 41,3%. O quadro também se mantém dentro do limite da margem de erro. Nesse recorte, 5,1% declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes, e 8,1% não souberam responder.
Em um eventual confronto com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula marcou 44,6%, ante 40,8% do adversário. Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 5,5%, enquanto 9,1% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
A Pesquisa Vox Brasil entrevistou 2.100 eleitores entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais em domicílio. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06630/2026.
- BTG/Nexus
Na pesquisa BTG/Nexus, realizada entre os dias 26 e 28 de junho, o petista liderou o principal cenário estimulado de primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro.
De acordo com os números, Lula lidera a disputa em primeiro turno e também vence todos os cenários de segundo turno testados pela BTG/Nexus. Contra Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 47% a 44%. Diante de Zema, vence por 48% a 38%. Contra Caiado, registra 47% a 39%. Em um confronto com Santos, marca 48% a 36%.
Foram ouvidos 2.009 eleitores. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08521/2026.
Votação em SP
Pesquisa Vox Brasil divulgada no último dia 28 apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 51,8% das intenções de voto na disputa pelo governo paulista, contra 37,5% de Haddad. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de junho.
Na semana anterior à divulgação da pesquisa, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) anunciaram a retirada de seus nomes da corrida eleitoral.
Votos em branco, nulos e em nenhum candidato somaram 4,1%. Outros 6,6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar.
O levantamento ouviu 1.480 eleitores paulistas por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
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