Opinião

Como um Ato de Castelo Branco, em 1964, interferiu na implosão do Impeachment em 2015

Ato do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco determinou em 1964 o rodizio dos oficiais comandantes das várias praças e Armas acabando definitivamente com a formação e consolidação de Golpistas dali em diante

O mundo de pressas e interesses econômicos e políticos internacionais e nacionais leva a contemporaneidade a agir ao sabor do imediatismo, no caso do Brasil com parcela da sociedade resistindo ainda a um processo eleitoral lícito de 2014 reelegendo Dilma Rousseff, agora revitaminada pelas ruas e por conquistas no Congresso Nacional. Muita gente, contudo, anda desatenta sem saber que, em 1964, em plena deflagração da Ditatura Militar, foi o presidente Humberto de Alencar Castello Branco, um cearense acostumado a ir ver concertos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, quem produziu o fim do Golpismo militar no Brasil 55 anos depois. 

É fácil de explicar e de entender: até 1964, Rio Janeiro, São Paulo, Porto Alegro e Belo Horizonte, bem como o 4º Exército em Recife, eram os centros formadores de Golpistas, grandes conspiradores da Democracia contra o Estado Democrático de Direito, todos oriundos das Forças Armadas.

Como se sabe, de tempo em tempo, eram brigadeiros, generais, almirantes, oficias de uma forma geral, quem conduziam os Golpes militares e/ou revoltas militares no País. 

A ESSÊNCIA DO ATO DE CASTELO BRANCO

O mundo civil e militar pode até nem se referir ao que passamos a registrar neste momento, mas foi o presidente Castelo Branco com um de seus atos mais importantes, aparentemente passados a esmo, que pôs fim ao Golpismo militar advindo dos quartéis. 

Até ele, os lideres das diversas Armas (Exército, Marinha, Aeronáutica, etc) tinham o privilégio de se fixarem em determinada base geográfica passando muitos anos em Praça e de lá, depois de anos e anos, passarem a ser condutores de Revoltas, comumente à Direita, mas com outros à Esquerda – vide Luiz Carlos Prestes com o Tenentismo.

O FATOR IMPLOSIVO DE GOLPES MILITARES 

Ato do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco determinou em 1964 o rodizio dos oficiais comandantes das várias praças e Armas acabando definitivamente com a formação e consolidação de Golpistas dali em diante.

Não fosse isso, São Paulo, Rio, Rio Grande do Sul já teriam decretado em 2015 o estado de exceção com os Militares comandando a revolta combinada com a Grande Midia, setores da Justiça, Ministério Público e PF, além dos algozes do stableshement – Oposição, Temer e Eduardo Cunha Lima.

Por estas e outras, Castelo Branco – quem diria – implodiu o Golpe 55 anos depois.

ÚLTIMA 

“Amanhã há de ser outro dia…”

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