Opinião

Em acordão, Cunha renuncia à Câmara para ficar com mandato e mandar em Temer

A renúncia à presidência da Câmara é parte da estratégica alinhavada junto com seu parceiro de golpe Michel Temer (PMDB), com quem Cunha esteve reunido em segredo há duas semanas

O vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na solenidade de posse do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin (Valter Campanato/Agência Brasil)
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O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) renunciou à presidência da Câmara nesta quinta (7).

No entanto, Cunha ainda lutará pelo mandato na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado é presidido por seu parceiro Osmar Serrarglio (PMDB-PR).

A renúncia à presidência da Câmara é parte da estratégica alinhavada junto com seu parceiro de golpe Michel Temer (PMDB), com quem Cunha esteve reunido em segredo há duas semanas.

O presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA), aliado do antecessor, deverá declarar vacância no cargo e convocar nova eleição para a Câmara.

Eduardo Cunha é réu em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e propina na Petrobras (Operação Lava Jato). O parlamentar afastado também é acusado de manter contas secretas na Suíça.

Enfim, houve um grande acordão para tentar salvar Cunha da cassação em plenário.

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Cortes 247

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