O deputado Wlad, ao aparecer com o ombro tatuado com o nome de Temer deu, sem querer, uma grande ideia para o governo vigiar seu gado.
Nada melhor do que marcar o gado, não é não?
Para facilitar a tarefa de identificar quem é governo e quem não é, e evitar infidelidade de última hora, o Padilha, que é o grande articulador político deveria obrigar todos os deputados do seu grupo – sob pena de perder todas as suas emendas e sonetos – a fazer a mesma tatuagem de Wlad.
E comparecerem às sessões de dorso nu, exibindo orgulhosamente a sua tatuagem, enrolados na bandeira nacional.
Que homenagem seria mais eloquente ao nosso Fuehrer tupiniquim?
Imaginem o espetáculo. A Câmara em festa, lotada de deputados de dorso nu, exibindo a tatuagem no ombro. Os deputados, é claro, não as deputadas. Decoro parlamentar é bom e eu gosto.
Por deferência especial, Rodrigo Maia fará a tatuagem, mas só exibi-la-á depois de entrar em forma.
Será um espetáculo magnífico, uma demonstração ao mundo de como o presidente do Brasil é adorado por seus aliados tatuados per secula seculorum.
E atenção: tatuagem de verdade, nada de hena!
Em pouco tempo, invejosos dos deputados, os demais amigos do presidente também entrarão na onda.
Aécio Neves vai aparecer tatuado ao lado de Serra, belissimamente tatuado igualmente.
Gilmar Mendes vai tirar a toga para exibir a sua tatuagem “Temer” ao lado de Alexandre de Moraes.
A nova procuradora, aquela com nome de automóvel vai lamentar não poder participar de tão democrática homenagem, mas vai aplaudir em praça pública os aliados tatuados.
E vai dizer que “Temer” está tatuado na sua alma.
Posso ver todos reunidos num grande show ao ar livre, na Esplanada.
Assistindo Zé Ramalho cantar: “êêê… ôô… vida de gado… povo marcado… povo feliz”.
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