Acostumada a acusar adversários políticos, mesmo sem provas, a Globo agora experimenta a outra face das delações premiadas nos Estados Unidos.
A emissora dos Marinho voltou a ser acusada por novo delator de pagar propinas para obter direitos de transmissão de jogos.
José Eladio Rodríguez, ex-braço direito do empresário argentino Alexandre Burzaco, afirmou que grupos de mídia, entre eles a Globo, pagaram propina a partir de uma offshore criada na Holanda.
Nas planilhas da Torneos y Competencias, a palavra Globo aparece pelo menos quatro vezes associada a pagamentos que chegam a US$ 12,8 milhões relativos aos direitos da Libertadores e da Copa Sul-Americana.
Quanto à representação de três partidos — PT, PDT e PSOL — contra a Globo, no Brasil, na semana passada, até agora não se pronunciaram a Procuradoria Geral da República, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.
Para as legendas, é inexplicável para o Brasil que o escândalo da Fifa seja investigado judicialmente nos Estados Unidos, na Suíça, na França e em outros países, há três anos, e tudo o que temos aqui seja uma suposta “investigação interna” em que a Globo tenha apurado em silêncio e absolvido a si mesma.
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