A crise econômica e o caráter pouco desenvolvimentista do governo vem gerando movimento de financeirização das grandes empresas brasileiras.
Um exemplo está na capa do Valor Econômico desta quinta- feira: “Gerdau se desfaz de usinas…”. A companhia segue firme em seu plano de “desinvestimento” na ordem de R$ 6,1 bi.
E onde está a explicação? Provavelmente na Bolsa de Valores. No pregão desta quarta-feira, Vale, Ambev e Petrobras, juntas, tiveram uma valorização da ordem de R$ 50 bi e somente dois bancos chegaram a quase R$ 15 bi de crescimento especulativo de seus papéis.
Tais rentabilidades são fictícias (vide 2008) e servem de arapuca para a venda de capital produtivo nacional em troca de papéis sem lastro real.
Ao mesmo tempo, entrega do minério do país, fusão da Embraer com a Boeing, venda da Eletrobrás sem a participação do BNDES, privatizações de linhas de metrô e permissões de exploração agrícola de larga escala por empresas estrangeiras.
Falta ao país um plano de crescimento de forte teor nacional, chamando sim o capital como parceiro, mas impondo os limites que garantam segurança ao Brasil.
Enquanto isso, a esquerda brasileira, que historicamente foi a frente de batalha contra a privatização do Estado, segue embebedada em suas pautas fragmentadas e teve como maior vitória em dois anos um vice campeonato de desfile de escola de samba carioca, sob os escombros da crise e da guerra urbana de nossa segunda maior cidade.
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