Do ponto de vista jurídico, as prisões dos amigos de Temer indicam que o processo em que está envolvido, o do decreto dos portos, ocorrido em pleno mandato presidencial, favorecendo a empresa Rodrimar, o que justificaria seu impeachment ou a terceira denúncia da PGR está caminhando, mas ainda não foi concluído.
Seus amigos Coronel Lima, José Yunes, Wagner Rossi e Celso Grecco foram presos com dois intuitos: confirmar ou não suas participações e delatar ou não o chefe.
Talvez para ser concluído falte ao inquérito exatamente isso, algum dos denunciados apontar e provar a participação de Temer na aprovação do decreto.
Se já houvesse provas contra Temer não haveria necessidade dessas prisões temporárias.
É óbvio que nenhum deles vai confessar alguma coisa ou entregar o chefe, pelo menos assim logo de cara. Eles têm bons advogados.
Cunha e Geddel, donos de uma capivara respeitável e conhecidos valentões estão na cadeia, mas até agora não abriram o bico.
Alguém terá coragem de delatar Temer?
Como disse Moreira Franco, “aqui não tem amador”.
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