Por Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia – Ontem reverberamos aqui, no 247, a notícia veiculada na coluna de Ancelmo Goes: “O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, tem em suas mãos a história completa do assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e do ex-motorista dela, Anderson Gomes, mortos a tiros em março do ano passado. De acordo com a nota, a informação foi divulgada pela “Rádio Corredor” da pasta.”
O assunto, que não podemos deixar morrer – porque estaremos respaldando o estado de violência e praticando um atentado ao estado democrático de direito – por isto mesmo, merece e deve ser seguido por toda a sociedade, com interesse.
Isto dito, convém pensar a respeito. Sendo verdade que o assunto está sobre a mesa do ministro com todas as respostas às nossas perguntas em torno do caso, por que será que estas respostas ainda não saltaram para o noticiário? Não seria importante o ministro comunicar logo, o que os seus subordinados apuraram a respeito?
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Outro questionamento: o que existe de intenção por trás de uma nota vinda do ministério da Justiça, em um momento em que Moro teve o seu projeto anticrime criticado pelo presidente do Congresso, Rodrigo Maia? Maia chegou a comparar o trabalho do ministro com o elaborado pelo Alexandre de Moraes, ministro do Supremo, e ameaçou colocá-lo a tramitar. Algum recado? Qual o recado? E a quem Moro quis mandar sinais de fumaça?
Estamos todos interessados em conhecer o conteúdo do material que está sobre sua mesa. Não teria sido de maior serventia divulgar logo esse material? Ou ele está servindo a algum objetivo do ministro?
Como lembrou o 247, ontem, “neste mês a Polícia do Rio prendeu o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz por envolvimento no caso. Lessa morava no mesmo condomínio do presidente Jair Bolsonaro. Élcio já apareceu em foto com o chefe do Planalto”.
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