Opinião

A morte de Moraes Moreira é um azedume inesperado nesses tempos tão nublados

Moraes Moreira mora, dentro e fora dos Novos Baianos, na minha memória afetiva mais bela, colorida e musical. Seus sons são parte essencial da trilha sonora dos melhores dias da minha vida

Moraes Moreira
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Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia – A morte de Moraes Moreira me encheu de uma tristeza dolorida, profunda, um azedume inesperado nesses tempos tão nublados.

Ontem, como em outros dias, estava cantando “Pombo correio”, com Liz ao colo, para fazê-la dormir. 

“Voa depressa, que essa carta leva para o meu amor”.

Moraes Moreira mora, dentro e fora dos Novos Baianos, na minha memória afetiva mais bela, colorida e musical. Seus sons são parte essencial da trilha sonora dos melhores dias da minha vida.

Era, além de tudo, uma figura referencial da música baiana carnavalesca integrada à nacionalidade, mais bela e perene que quase tudo produzido antes e depois dele.

Sem ele, uma geração inteira de baianos crescidos, como eu, não anos 1970 e 1980, cairá numa orfandade inconsolável. 

Acabou chorare, mas tudo ficou tão triste.

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