247 – Lia Vainer Schucman, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), deu uma entrevista à página Ecoa, do Uol, onde explicou o que entende quando diz que existe em ação uma ‘supremacia branca no Brasil’.
Quando questionada sobre o fato de famílias brancas não discutirem o racismo e outras questões de identidade, Schucman, que é estudiosa da branquitude brasileira há décadas, disse que o conceito começa na educação familiar: “”Em Blumenau nós somos trabalhadores”, “o alemão é trabalhador”, “temos origem italiana, nossos ancestrais não sei o quê”. Os brancos estão falando da superioridade racial branca o tempo todo. É mentira que branco não tem ancestralidade, eles passam o dia inteiro falando de sua ancestralidade em um grau de superioridade, tipo “nossos antepassados europeus, que aqui chegaram e trabalharam duro”. Existe esse mito familiar europeu nas famílias do sul, do sudeste do Brasil”, disse.
A professora acrescenta que a forma que justifica a ‘superioridade’ é justamente a da democracia racial, que insiste na existência de uma igualdade racial: “Ao dizerem que as pessoas brancas estão onde estão porque é mérito e não porque elas têm vantagem na estrutura, porque pertencem a uma raça, estão acabando de afirmar que há supremacia branca. Se temos oportunidades iguais e só os brancos chegaram lá é porque eles trabalharam duro. Se os outros trabalharem duro, também vão chegar. Isso é a supremacia branca”.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão