247 – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao se reunir com Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, após a prisão do ex-banqueiro. Em entrevista à Rádio Gaúcha, segundo o G1, o dirigente garantiu que o episódio não altera os planos eleitorais da legenda e reiterou a manutenção da pré-candidatura do parlamentar à Presidência da República. Segundo Valdemar, o encontro ocorreu para tratar da cobrança de parcelas em atraso relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
“Não devia ter ido”, afirma Valdemar
Ao comentar o episódio, Valdemar reconheceu que a reunião foi um erro político e afirmou que o próprio senador admite isso. “Quer dizer, não devia ter ido depois? Não devia. Ele reconhece isso”, afirmou.
O presidente do PL, no entanto, defendeu a origem da relação financeira entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo ele, quando o senador buscou recursos para o projeto cinematográfico, nem o empresário nem o Banco Master eram alvos de investigações. “Estava em ordem. Estava em dia”, afirmou.
PL mantém Flávio como candidato
Mesmo diante da repercussão do caso, Valdemar descartou qualquer possibilidade de substituição de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. Segundo ele, a direção do partido continua respaldando o senador.
“Não passa pela cabeça da gente ele ser substituído de jeito nenhum, ainda mais que ele cresceu uns pontos nessa última semana”, disse. O dirigente informou ainda que se reuniu com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (1º) e afirmou que a campanha segue normalmente.
Michelle Bolsonaro se afasta da campanha
Durante a entrevista, Valdemar também afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não pretende participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, destacou.
Divergências no PL
O distanciamento entre Michelle e Flávio Bolsonaro ocorre em meio às divergências sobre a estratégia política do partido no Ceará. O PL buscou uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), movimento que foi criticado pela ex-primeira-dama. Ela também disse ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro durante um telefonema.
Michelle também afirmou publicamente que não pretende disputar a Presidência da República no lugar de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, “fofoqueiros vazadores” passaram a divulgar a versão de que estaria insatisfeita com a escolha do senador para liderar a chapa presidencial.
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