Flávio Bolsonaro amplia vantagem sobre Michelle entre eleitoras bolsonaristas

AtlasIntel/Bloomberg mostra Flávio Bolsonaro com 86,9% entre mulheres que votaram em Jair Bolsonaro, ante 10,8% de Michelle

Michele Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro
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247 – A disputa interna no campo bolsonarista para 2026 ganhou novo dado de peso: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com ampla vantagem sobre Michelle Bolsonaro entre eleitoras de Jair Bolsonaro, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2/7) e noticiada pelo Metrópoles. No recorte feminino, 86,9% afirmaram preferir o parlamentar como candidato da direita à Presidência da República, ante 10,8% que escolheram a ex-primeira-dama. Os relatos foram publicados no Metrópoles.

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg mediu o impacto político da crise pública entre Michelle e Flávio após o vídeo divulgado pela ex-primeira-dama em 24 de junho, no qual ela expôs divergências com o enteado. Entre as mulheres bolsonaristas, 1,5% disseram não preferir nenhum dos dois nomes, enquanto 0,8% afirmaram não saber.

O resultado mostra uma preferência ainda mais forte por Flávio entre as eleitoras de Jair Bolsonaro do que entre os homens que apoiam o ex-presidente. No recorte masculino, 74,9% declararam preferência pelo senador como nome da direita para a eleição presidencial de 2026. Michelle ficou com 19,8% das menções. Outros 3,1% responderam que não preferem nenhum dos dois, e 2,1% não souberam opinar.

No total de eleitores de Jair Bolsonaro, sem divisão por gênero, Flávio também lidera com folga. O senador aparece com 81,9% das respostas, enquanto Michelle registra 14,7%. A parcela que não escolheu nenhum dos dois chegou a 2,1%, e 1,4% não soube responder.

Os números reforçam a centralidade de Flávio Bolsonaro na articulação eleitoral da direita, mesmo após a exposição pública de tensões familiares e partidárias. A pesquisa também revela que Michelle, embora mantenha presença política relevante no PL, enfrenta resistência no próprio eleitorado bolsonarista quando aparece em comparação direta com o senador.

A crise entre os dois ganhou dimensão nacional depois que Michelle publicou um vídeo, em 24 de junho, no qual relatou atritos surgidos no fim de 2025, durante discussões sobre estratégias eleitorais do PL. O ponto de maior desgaste envolveu a aproximação de lideranças do partido com Ciro Gomes no Ceará, movimento que a ex-primeira-dama criticava e que Flávio defendia dentro da estratégia política da sigla.

No relato, Michelle afirmou que sofreu tratamento hostil durante uma ligação com o enteado. Ela disse que foi “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” por Flávio. Segundo a ex-primeira-dama, o senador teria defendido que ela ficasse afastada das decisões partidárias e teria questionado sua experiência política.

A fala de Michelle marcou uma rara exposição pública de conflitos dentro da família Bolsonaro e ampliou o debate sobre a sucessão no campo da direita. A ex-primeira-dama também interpretou o episódio como sinal de que seu apoio político não recebia o devido reconhecimento dentro do partido.

Após a repercussão, Flávio divulgou nota para tentar conter a crise. O senador afirmou que jamais teve intenção de ofender Michelle e pediu desculpas caso ela tenha se sentido desrespeitada. Ele também reconheceu a importância da ex-primeira-dama no PL Mulher e no cuidado com Jair Bolsonaro.

Dias depois, em agenda de pré-campanha, Flávio buscou reduzir o peso político do episódio. O senador classificou a crise como “página virada” e evitou prolongar a polêmica. Questionado sobre eventual nova conversa com Michelle, ele afirmou apenas que o assunto estava superado.

O desgaste também produziu efeitos na estrutura interna do PL. Na terça-feira (30/6), Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Em nota, ela declarou que tomou a decisão após conversar com Jair Bolsonaro e comunicar o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Michelle afirmou que deixava o cargo para se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e com a filha. A decisão ocorreu em meio à disputa por espaço dentro do bolsonarismo e ao debate sobre quem deve representar a direita na eleição presidencial de 2026.

Com a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, Flávio Bolsonaro chega ao novo momento da pré-campanha com vantagem expressiva entre os próprios eleitores do pai. Michelle, por sua vez, deixa a estrutura formal do PL Mulher após a crise e passa a ocupar uma posição menos definida no tabuleiro eleitoral da direita.

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Cortes 247

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