247 com RFI – A 26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26) firmou um compromisso assinado por mais de 100 líderes psra cessar e reverter o desmatamento das florestas e a degradação da terra até 2030. Entre os signatários estão o Canadá, a Rússia, o Brasil, a Indonésia e a República Democrática do Congo.
Pelo acordo, que será formalmente anunciado nesta terça-feira (2) doze países se comprometeram a mobilizar US$ 12 bilhões de fundos públicos entre 2021 e 2025 para conservação das florestas. Além desse montante, estão previstos US$ 7,2 bilhões de investimentos privados. Além disso, o documento prevê cerca de US$ 1,1 bilhão para a proteção da bacia do Congo, que abriga a segunda maior floresta tropical do mundo. 30 instituições financeiras, que representam US$ 8.700 bilhões de ativos mundiais, se comprometerão a interromper os investimentos nas atividades que contribuem para o desmatamento.
O biólogo brasileiro Roberto Waack, presidente do conselho do Instituto Arapyaú, e um dos porta-vozes da Concertação para a Amazônia, explicou que o acordo visa associar desenvolvimento e proteção ambiental.
Segundo ele, um dos pilares do documento gira em torno das ações políticas em prol da conservação. “O desmatamento não é algo aceitável nesse momento da humanidade e na sinalização futura para o aquecimento global.” Outros detalhes do acordo devem ser divulgados nesta terça-feira (2), que cita também a proteção dos povos indígenas. Para muitos representantes do setor, lembra o representante brasileiro, a meta de manter o aumento da temperatura em 1.5ºC só é possível protegendo as florestas e os povos que as habitam. “É impossível imaginar essa meta sem a Amazônia ou a Amazônia sendo deflorestada”, reitera.
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