O Datafolha de ontem (ou, a Datafolha, pois é pesquisa), mostrou empate técnico entre Tarcisio e Garcia, com avanço do tucano ante o bolsonarista. Haddad continua bem à frente de ambos.
A campanha de Haddad está centrando mais fogo em Garcia que em Tarcísio, pressupondo que será mais fácil derrotá-lo no segundo turno.
Pode ser. Em 2018, Haddad atacou mais Alckmin que Bolsonaro, com a mesma presunção. Alckmin ficou na rabeira, Bolsonaro foi ao segundo turno e venceu.
Se Tarcísio for ao segundo turno, será uma demonstração de força de Bolsonaro, já que é seu ex-ministro, é carioca e nunca disputou uma eleição.
Sua única credencial é o apoio de Bolsonaro.
Além disso, Bolsonaro terá um palanque, no segundo turno, no maior colégio eleitoral do país.
Se Tarcísio ficar em terceiro lugar, fora do segundo turno, será a maior derrota de Bolsonaro nas eleições estaduais em todo o país. O eleitorado bolsonarista vai murchar.
Ele não terá palanque no maior colégio eleitoral do Brasil.
Irá mais enfraquecido para o segundo turno.
Derrotar a Tarcisio é derrotar Bolsonaro.
E tem mais: segundo turno entre Haddad e Garcia será mais civilizado que entre Haddad e Tarcísio.
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