Opinião

Derrotar Tarcísio é derrotar Bolsonaro

“Se Tarcísio ficar em terceiro lugar, fora do segundo turno, será a maior derrota de Bolsonaro nas eleições estaduais em todo o país”, diz Alex Solnik

Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
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O Datafolha de ontem (ou, a Datafolha, pois é pesquisa), mostrou empate técnico entre Tarcisio e Garcia, com avanço do tucano ante o bolsonarista. Haddad continua bem à frente de ambos. 

A campanha de Haddad está centrando mais fogo em Garcia que em Tarcísio, pressupondo que será mais fácil derrotá-lo no segundo turno.

Pode ser. Em 2018, Haddad atacou mais Alckmin que Bolsonaro, com a mesma presunção. Alckmin ficou na rabeira, Bolsonaro foi ao segundo turno e venceu. 

Se Tarcísio for ao segundo turno, será uma demonstração de força de Bolsonaro, já que é seu ex-ministro, é carioca e nunca disputou uma eleição.

Sua única credencial é o apoio de Bolsonaro.

Além disso, Bolsonaro terá um palanque, no segundo turno, no maior colégio eleitoral do país.

Se Tarcísio ficar em terceiro lugar, fora do segundo turno, será a maior derrota de Bolsonaro nas eleições estaduais em todo o país. O eleitorado bolsonarista vai murchar.

Ele não terá palanque no maior colégio eleitoral do Brasil. 

Irá mais enfraquecido para o segundo turno.

Derrotar a Tarcisio é derrotar Bolsonaro.

E tem mais: segundo turno entre Haddad e Garcia será mais civilizado que entre Haddad e Tarcísio. 

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Cortes 247

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