Apesar da proximidade da eleição mais importante desde a redemocratização, agravada pelos ataques antidemocráticos de um grupo de configuração fascista, não há nas ruas uma movimentação espontânea de resistência.
A estratégia de desqualificar, desumanizar e transformar em alvo tem dado resultado até aqui. Não se vê adesivos de Lula nos carros, nem tampouco bandeiras vermelhas e os tradicionais bottons, sempre presentes nas campanhas.
Não entendam esse recuo como medo, embora se justifique, mas como uma maneira de ficar distante das provocações que só beneficiam os inomináveis da extrema direita.
O chefe percorre o mundo com seu show de aberrações diplomáticas ao lado de sua corja. Seguindo o roteiro no Reino Unido, ele riu no funeral da rainha, fez comício na sacada da embaixada, fez gesto obsceno para jornalista; enquanto seus seguidores, imigrantes, mandavam ingleses para Venezuela e ameaçavam funcionários de um canal de rádio e televisão pública.
Os saltimbancos desmontaram a lona em Londres e foram para New York participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde foram homenageados com singelas frases projetadas no prédio da ONU: “vergonha brasileira’, ‘desgraça’ e ‘mentiroso’.
Depois foram recepcionados na porta do hotel com um coro barulhento que cantava: “ei, Bolsonaro vai para Bangu’, ‘fora genocida’ e ‘ô tchutchuca cê pode crer, a federal vai te prender’.
¿Qué ha de ser de la vida, si el que canta no levanta su voz en las tribunas?
O Brasil democrático está preparado para as ameaças que surgirão após o dia 2 de outubro. O STF e o STE, através de seus Presidentes Rosa Weber e Alexandre de Moraes, irão atuar firmes para a manutenção do Estado Democrático de Direito.
A sociedade civilizada, até quem não simpatiza ou é contrário às diretivas do PT, tem a responsabilidade de evitar que o país continue na rota suicida que se encontra.
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