(Reuters) – O superávit global de açúcar na temporada 2023/24 (outubro/setembro) foi estimado em 3,4 milhões de toneladas, com impulso importante da produção recorde no Brasil, que deve somar quase 50 milhões de toneladas, estimou nesta segunda-feira a StoneX.
A consultoria afirmou em relatório que problemas produtivos continuam aparecendo pelo mundo e terão impacto no saldo em 2023/24, como o caso da produtividade ruim no México.
“Contudo, a safra no centro-sul (do Brasil), que exibe rendimento agrícola recorde, investimentos em cristalização e maximização do açúcar no Brasil deve compensar as perdas no resto do mundo”, afirmou a consultoria.
A StoneX lembrou que a oferta de açúcar pela Ásia deve ficar “comprometida novamente no ciclo 2023/24”, já que chuvas de monções abaixo da média tanto na Índia quanto na Tailândia prejudicaram o desenvolvimento dos canaviais nesses países, os principais exportadores asiáticos.
O superávit global previsto para a temporada iniciada em outubro, no ano internacional do açúcar, está projetado após um “leve” excedente de 0,73 milhão de toneladas em 2022/23, depois de três ciclos seguidos de déficit, pontuou a StoneX.
A produção brasileira no calendário-safra internacional 2023/24 (out/set) deve apresentar forte crescimento, “renovando o recorde da temporada passada”.
A estimativa é de que o centro-sul do Brasil produza cerca de 46,2 milhões de toneladas (bruto) de açúcar no calendário-safra internacional, uma alta de 12,6%.
Já no Norte-Nordeste do país, maior produtor e exportador global, a produção deve ficar estável em 3,5 milhões de toneladas, o que permitiria ao Brasil ofertar quase 50 milhões de toneladas de açúcar, versus 44,5 milhões no ciclo anterior.
O marco é resultado, especialmente, da produtividade recorde no centro-sul e da maximização do mix açucareiro pelas usinas de cana, em detrimento do etanol, disse a consultoria.
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