Opinião

Retroceder jamais

“Maduro já definiu a insistência da comunidade internacional como ‘um complô’ e disse que não vai hesitar em levantar o povo para ‘uma revolução'”, diz Solnik

Nicolás Maduro
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Um governo autoritário, pressionado por outros países a provar que não o é, como no caso da Venezuela, costuma reagir dobrando a aposta, jamais retrocedendo, e tudo indica que dessa vez não será diferente.

Maduro já definiu a insistência de parte da comunidade internacional em pedir as atas da eleição e os protestos comandados pela dupla de opositores como “um complô” contra ele e disse que não vai hesitar em levantar o povo para “uma nova revolução”.

Como ele já controla os três Poderes da República, e atribui à oposição os enfrentamentos que resultaram em mortes, sequestros e prisões, endurecer mais o regime significa fechar os partidos políticos e suspender as eleições, já que seriam a origem da violência.

Fará isso em nome da pacificação do país.

Pode ser um passo arriscado, mas não há dúvida que Maduro sempre terá Moscou e Pequim ao seu lado.

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Cortes 247

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