Um governo autoritário, pressionado por outros países a provar que não o é, como no caso da Venezuela, costuma reagir dobrando a aposta, jamais retrocedendo, e tudo indica que dessa vez não será diferente.
Maduro já definiu a insistência de parte da comunidade internacional em pedir as atas da eleição e os protestos comandados pela dupla de opositores como “um complô” contra ele e disse que não vai hesitar em levantar o povo para “uma nova revolução”.
Como ele já controla os três Poderes da República, e atribui à oposição os enfrentamentos que resultaram em mortes, sequestros e prisões, endurecer mais o regime significa fechar os partidos políticos e suspender as eleições, já que seriam a origem da violência.
Fará isso em nome da pacificação do país.
Pode ser um passo arriscado, mas não há dúvida que Maduro sempre terá Moscou e Pequim ao seu lado.
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